"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

quinta-feira, junho 22, 2017

Como age a verdadeira Seicho-No-Ie (2)

- Núcleo

Divinos Amigos,

O presente texto é uma continuação das explanações contidas nos posts "A Verdadeira Seicho-No-Ie" e "Como age a Verdadeira Seicho-No-Ie".

O tema aqui ainda é: A ação que deve ser praticada de acordo com a "verdadeira Seicho-No-Ie".

Inicialmente atentem que o termo "verdadeira Seicho-No-Ie" não se refere a nenhuma instituição religiosa fenomênica nem a nenhuma das manifestações da Seicho-No-Ie, até porque as instituições religiosas que seguem os ensinamentos do Mestre Masaharu Taniguchi têm em sua essência a "verdadeira Seicho-No-Ie". 

O que se segue relaciona à essência dos ensinamentos do Mestre Masaharu Taniguchi aos ensinamentos védicos (Advaita), evidenciando que realmente, tal como afirmou o Mestre, há uma total identidade de todas as religiões na essência! 

Observem o que fala o Mestre Masaharu Taniguchi sobre a prática dos ensinamentos da Seicho-No-Ie.  O que se segue são transcrições dos ensinamentos do Mestre chamando que falam da "revelação divina".

Na página 57 do livro "A Verdade da Vida, Prática Contemplativa, 8º volume", está escrito:

"Quando abrimos os ouvidos para o "apelo" da Verdade que se aloja em nós, recebemos a orientação da Sabedoria infinita de Deus. Esse "apelo" da Verdade que se aloja em nós, manifesta-se como "consciência" e como "revelação divina". A "consciência" e a "revelação divina" são frente e verso de uma mesma coisa; são manifestações que vem do "eu superior", indícios da "natureza verdadeira" de nós próprios, a voz de Deus que se aloja em nós mesmos."   

E na página 77 Masaharu Taniguchi revela que:

"Se praticarmos sempre a Meditação Shinsokan, criarmos o hábito de fazer coincidir nossa mente com Deus e procurarmos viver de acordo com o modo de viver da Seicho-No-Ie, em consonância com a purificação da mente, as vibrações do corpo carnal vão se purificando e nos tornaremos capazes de captar ainda na condição carnal a revelação que vem do mundo mais elevado. 

Durante a prática da Meditação Shinsokan, ou durante o sono, o nosso corpo carnal não se preocupa com as coisas e os fatos vulgares da vida cotidiana, em consequência disso, o nosso corpo espiritual pode com mais facilidade receber revelações do mundo espiritual, e às vezes do mundo divino. Mas, lamentavelmente, as vibrações do corpo carnal não chegam a ser tão refinadas quanto as vibrações do mundo espiritual e não se sintonizam com elas. Por isso, a revelação transmitida para o nosso corpo espiritual é muitas vezes descartada por não ser percebida pelo consciente do nosso corpo carnal e não ser aproveitada na prática.  [Para uma leitura mais completa acessem neste blog o texto publicado em http://busca-espiritual.blogspot.com.br/2010/11/o-meio-de-captar-sabedoria-infinita_09.html] 

Atentem bem a este trecho: "...nos tornaremos capazes de captar ainda na condição carnal a revelação que vem do mundo mais elevado". 

Esse pequeno trecho contém duas afirmações essenciais sobre a iluminação! É um método que revela como viver de forma iluminada, ou seja, viver com a consciência de unidade com Deus ou viver consciente da Verdade sobre nossa real identidade mesmo estando na condição humana!

A primeira dessas afirmações do Mestre é esta: "ainda na condição carnal"

E a segunda, é esta: "mundo mais elevado".

Notem a profundidade do que está sendo afirmado pelo Mestre! "Ainda na condição carnal" é possível viver de forma iluminada!

Essa é a ponte com o conceito védico de "Jivan Mukti" {ou Jivanmuktha} que significa estar iluminado, ou seja, liberado da ilusão de separatividade, mesmo na condição humana. Também a Bíblia afirma: "Ainda em minha carne verei a Deus". (Jo 19:26)

Notem que esse método ensinado pelo Mestre Masaharu Taniguchi conduz à Percepção de Unidade com o Todo, ou seja, conduz à visão não dual, à visão Advaita! 

Isso significa que aquele que pratica esse ensinamento essencial do Mestre chega a mesma Consciência de Unidade de um Jivanmuktha
  
Notem que o ensinamento Advaita [ensinamento da não dualidade] é todo nesse sentido: de que não há separação entre Deus e Homem, de que a separação é apenas aparente. 

E, indo ainda um passo além, no ensinamento Advaita há a revelação de que Deus é o único Ser Real, a única Realidade, conforme o ensinamento compartilhado no Núcleo de que apenas Deus (o Ator) é a Realidade, sendo o personagem uma identidade que emerge numa Representação Divina.

Isso significa que mesmo na condição humana essa não é nossa real identidade! O fato de aparentemente estarmos ou não conscientes disso não altera a Realidade em si! Essa é a essência dos ensinamentos e da "revelação divina"!

Toda revelação divina provém do "mundo mais elevado". O "mundo mais elevado" é a Realidade, ou Mundo Absoluto, ou Jisso; e a ação praticada de acordo com a "verdadeira Seicho-No-Ie" conduz à Consciência de Unidade, a mesma Percepção de um Jivanmuktha.

Para uma leitura complementar em português sobre ensinamentos advaita acessem os seguintes sites

- http://advaita.com.br/advaita-vedanta/imagens/
- http://ventosdepaz.blogspot.com.br/p/nao-dual.html

Namastê!

terça-feira, junho 20, 2017

Advaita: A sabedoria da Não-Dualidade



A SABEDORIA DA NÃO-DUALIDADE

I. O que é? Princípios Essenciais.

O Advaita Vedanta é uma “filosofia”, por assim dizer, que surgiu há muitos séculos na Índia, tendo a sua origem nos Vedas, as escrituras mais antigas e sagradas do Hinduísmo. Advaita literalmente significa “não-dualidade”, e Vedanta significa “a parte final (ou conclusão) dos Vedas”.

A doutrina principal do Advaita postula que apenas o Absoluto (Brahman) é Real e que o mundo (toda a criação) é irreal, sendo que toda e qualquer modificação, dualidade, pluralidade – seja objetiva ou subjetiva – é apenas uma superimposição, uma imagem que é sobreposta ao Absoluto através do poder da ilusão (Maya). 

Como o Absoluto é imutável e sem atributos, a criação é negada, uma vez que o absoluto não pode criar, devido a sua própria “infinitude”, digamos assim, e também porque não pode haver nada “fora” ou “diferente” dele. O Absoluto é o oceano de Ser-Consciência-Beatitude (sat-chit-ananda), sendo Real, enquanto que tudo o que nele surge e desaparece é transitório, limitado e, portanto, irreal. Nas palavras de Shankara, o ensinamento Advaita central é que “o absoluto é real, o universo é ilusório, e a alma individual não é diferente do absoluto“. Embora a alma individual (Jiva) seja vista como parte do mundo ilusório, e portanto irreal, a “testemunha” que há por trás dela (a Consciência), ou Eu Real, é idêntico ao Absoluto.

Para o Advaita a ilusão, ou ignorância espiritual, não é real, mas apenas uma falsa-percepção. Os Upanishads explicam que Maya (ilusão cósmica) causa o surgimento do universo e que avidya (ignorância individual) é responsável por o Absoluto Ser parecer ser uma multidão de almas individuais (jivas). Assim, através da ação inexplicável da ignorância, o Absoluto ou Eu Real (Brahman ou Atman), cuja natureza é Ser-Consciência-Beatitude, encontra-se preso em um complexo corpo-mente, acreditando-se e vivendo como se fosse um ser limitado e individual, enquanto que na verdade é apenas existência impessoal e eterna. A metáfora mais utilizada pelas escrituras é a situação de um homem que abre a porta de um quarto escuro e, naquele momento, uma corda que estava em uma prateleira cai no chão, e o homem, devido à pouca luz existente no recinto, acredita ter visto uma cobra, enchendo-se de medo. De igual maneira, ensinam os mestres, nós acreditamos ser um ser individual, limitado a um corpo-mente, vivendo em um mundo exterior, objetivo, substancial e real, enquanto que tudo isso não passa de um sonho, um engano, uma miragem. Nós somos, agora e sempre, apenas o Eu Real ou Self.

O obstáculo principal à liberação da alma (Moksha ou Mukti) é a falsa identificação do eu com o corpo-mente – em outras palavras, a ilusão de que o corpo-mente é “eu” ou “meu”, que estamos circunscritos a ele. Assim, os textos de Shankara (e os demais textos Advaita supervenientes) recomendam que a remoção dessa ilusão seja obtida pelo processo inverso de “des-superimposição”. Para isso o aspirante à iluminação deve desenvolver as seguintes características:

1 -  Discernimento espiritual (viveka): saber separar o Real do irreal, o eterno do transitório, e ter a convicção de que apenas o Absoluto é real e tudo o resto é ilusão;

2 - Desapego: (vairagya): não desejar nada, nem neste mundo nem em vindouros. Não buscar a felicidade em nada que não seja o Eu Real;

3 - Seis virtudes: serenidade, autocontrole, cessação das atividades, equanimidade, concentração mental, e confiança (nos ensinamentos e no Guru);

4 - Desejo forte pela libertação (mumukshutva): desejar apenas iluminação, com a exclusão de todo o resto.

E quando afinal a alma individual (Jiva) alcança a liberação (Mukti), ela se torna um Jivamukta (Aquele é está liberado mesmo enquanto vive na condição humana).

Para tanto, o buscador deve aproximar-se de um Guru que seja um mestre espiritual iluminado e ouvir a verdade de que “eu sou Brahman” (shravana), refletir sobre ela até convencer-se completamente do seu conteúdo (manana) e meditar sobre ela (nididhyasana) até que a ilusão de ser um corpo-mente desapareça (samadhi).

Os Upanishads aconselham a prática de mentalmente rejeitar tudo, rejeitar a atenção a qualquer coisa que não seja o Eu Real, através da prática neti-neti, que literalmente significa “não isto, não isto”. Também, através da repetição das chamadas “grandes frases” (mahavakyas), eliminar a falsa impressão de que somos uma personalidade ou individualidade e descobrir nosso verdadeiro ser. Tais frases são:

- Eu sou Brahman (Aham Brahmasmi)
- Você é Aquilo (Tat vam asi)
- Tudo é Brahman (Sarvam khalvidam Brahman)
- A Consciência é Brahman (Prajnam Brahman)
- Eu sou Ele (So Ham)

Em síntese, tais são os princípios do Advaita Vedanta clássico e as práticas por ele aconselhadas. 

Retirado do site: www.advaita.com.br

domingo, junho 18, 2017

Advaita: Oceano e a onda

 - Sri Atmananda Krishna Menon -


ADVAITA (NÃO-DUALIDADE)

I. Jivas (almas individuais), tal qual ondas no oceano, vêm à existência, erguem-se e tombam, lutam uns contra os outros e morrem.

II. Golpeando a beira-mar, ondas recuam, cansadas e desgastadas, à procura de repouso e paz. Similarmente, Jivas procuram o Supremo de várias formas.

III. Ondas têm seu nascimento, vida e morte no próprio oceano; Jivas, no Senhor.

IV. Ondas nada são além de água. Assim é o oceano. Da mesma forma, o Jiva e o Senhor nada são além de Sat, Chit e Ananda (Verdade, Consciência, Bem-aventurança).

V. Quando ondas percebem que o mar é sua base comum, toda luta termina.

VI. Muito não é obtido assim. Não é a palavra final. Encontra-se adiante trabalho para remover o senso de separação.

VII. Quando a água é reconhecida, onda e oceano desaparecem. O que aparecia como dois é então percebido como um.

VIII. A água pode ser alcançada imediatamente, a partir da onda, ao se seguir o caminho direto. Caso assumido o caminho pelo oceano, precisa-se de muito mais tempo.


quinta-feira, junho 15, 2017

Como age a Verdadeira Seicho-No-Ie (1)

- Núcleo


Expressões do Jisso!

Continuando com transcrições dos escritos de Masaharu Taniguchi, no livro Seimei no Jisso, volume 8, que trata da "Prática Contemplativa", o Mestre fala sobre a atitude mental preconizada como prática específica de cada religião, as quais se fundem "numa mesma e única verdade", consistindo em ver-se:

- "Vivificado" pela Grande Vida Infinita (visão da ciência naturalista);
- "Preenchido" por Deus que ilumina todo o Universo (visão xintoísta);
- "Iluminado" pela luz infinita de Amithaba (visão budista);
- "Purificado de todos os pecados" pela luz espiritual do amor que irradia da cruz (visão cristã).    

E explanando esse ponto Masaharu Taniguchi afirma que: "a Seicho-No-Ie não fala mal de nenhuma religião"

Notem que o ensinamento original do Mestre é claro quanto a que a Seicho-No-Ie (original) não fala mal de nenhuma religião, seja xintoísmo, budismo, cristianismo ou qualquer outra religião.

Se é assim em relação a outras religiões é evidente que também deve ser assim em relação às atuais ramificações da própria Seicho-No-Ie, que seguem o ensinamento original da Seicho-No-Ie. E a explicação para que assim seja, dada pelo próprio Mestre é esta: 

"A Seicho-No-Ie não fala mal de nenhuma religião, mas não porque considere "errado" falar mal dos outros, e sim porque ela se funde com a essência de todas as religiões; não há, pois, necessidade de desencadear atritos religiosos." [A Verdade da Vida, volume 8, 2ª edição, Prática Contemplativa, página 19]
    
Os atritos religiosos não tem lugar quando se percebe a identidade de todas as religiões na essência! Notem que esse é outro ensinamento original do Mestre! Nesse sentido, a "verdadeira Seicho-No-Ie" é a própria essência de todas as atuais ramificações da Seicho-No-Ie! Assim, o caminho para não haver atritos religiosos entre as ramificações da Seicho-No-Ie é se fundirem "numa mesma e única verdade" praticando o ensinamento do Mestre quanto ao fato de que: "A Seicho-No-Ie não fala mal de nenhuma religião, porque ela se funde com a essência de todas as religiões".

Namastê.


segunda-feira, junho 12, 2017

A Verdadeira Seicho-No-Ie

- Núcleo


Meus Divinos Amigos,

Tenho sido conduzido por orientação divina aos escritos do Mestre Masaharu Taniguchi sobre a criação e o propósito original da Seicho-No-Ie. Essa orientação divina me inspira a compartilhar um tema de atual grande importância, que é: "A Verdadeira Seicho-No-Ie."

O que se segue são palavras textuais escritas pelo próprio Mestre Masaharu Taniguchi. São, portanto, transcrições, que elucidam questões atinentes à Verdadeira Seicho-No-Ie e são também revelações referentes ao Ser Divino subjacente à figura dAquele que apareceu como o Mestre Masaharu Taniguchi.  

Por se tratar de transcrições de palavras textuais do Mestre, peço que não apenas não as julguem, sendo inclusive altamente recomendável uma postura reverencial e um agradecimento ao Mestre pelo fato de ter elucidado temas tão delicados e os ter disponibilizado a nós em forma de Seus escritos.  

Iniciemos estes temas sobre o que revelou o Mestre sobre Cristo e Amithaba (Buda). 

Transcrições das palavras do Mestre no livro Seimei No Jisso = Jisso da Vida - Livro de Introdução - Luz Vida - As sete declarações iluminadoras - Caminho que conduz à vida - Autor Masaharu Taniguchi 

"Logo, tanto Cristo quanto Amithaba (Buda), em última análise, são os salvadores que o Pai, a Grande Vida, nos enviou para que sejamos salvos sem grandes sofrimentos".  

Comentário: Vemos que o Mestre Masaharu Taniguchi coloca no mesmo nível de "salvador que o Pai, a Grande Vida, enviou" tanto a Jesus, o Cristo, quanto Amithaba, o Buda! 

Notem que o reconhecimento do fato de que Cristo e Buda são "salvadores enviados pela Grande Vida" só pode ser feito por quem tenha em si mesmo o parâmetro de aferição que possibilita aferir este fato! 

Partindo da premissa de que é Verdade o que o Mestre Masaharu Taniguchi afirmou sobre Cristo e Buda conclui-se que o Mestre Masaharu Taniguchi tinha ou acessou em si mesmo este parâmetro de aferição.

Notem que "premissa" e "conclusão" [conforme acima escrito: "Partindo da premissa"... "conclui-se que"] pertencem ao âmbito lógica, que é uma forma de raciocínio encadeado na qual a partir de uma premissa se chega a uma conclusão. Assim, se partirmos da premissa: "Todo homem é mortal" e afirmarmos que "Pedro é homem", a conclusão será: "Pedro é mortal".

O que limita o uso da lógica é o fato de que nossas premissas partem normalmente daquilo que é verificável pela experiência. Porém, a experiência normalmente advém do uso dos cinco sentidos, e estes não se aplicam no campo das experiências espirituais, que advém do uso de um "outro" sentido. Por isso surge o conflito entre os materialistas, que admitem como real apenas o que é experienciável pelos cinco sentidos, e os espiritualistas, que ampliam o campo das experiências a as advindas do uso desse "outro" sentido. Então, para refutarem as experiências espirituais os materialistas partem da premissa de que: "Só existem cinco sentidos de percepção do que é real". 

Contudo, os que tem experiências espirituais sabem que a premissa de que "só existem cinco sentidos" não é verdadeira. Para os que tem experiências espirituais isto é algo evidente pela própria experiência.

Assim, todos os que têm experiências espirituais sabem da existência de um "mundo espiritual" além do "mundo físico", que experienciável por este "outro" sentido. 

O que poucos sabem é que além do mundo físico e do mundo espiritual existe uma Realidade subjacente a tudo que é experienciável tanto pelos cinco sentidos, que nos possibilitam experienciar o mundo físico, quanto a tudo o que é experienciável pelo "outro" sentido, que nos possibilita experienciar o mundo espiritual.

Essa Realidade subjacente a tudo que é experienciável tanto pelos cinco sentidos quanto a tudo o que é experienciável pelo "outro" sentido é o Absoluto, o Ser Real, que só é experienciável por sua Percepção. Notem que a "Percepção" não é um "sexto ou sétimo" sentidos. É aquilo que possibilita perceber o Divino!

Em alguns raros escritos Masaharu Taniguchi faz a distinção entre "mundo espiritual" e "mundo Divino". O Mundo Divino é esta Realidade subjacente tanto ao "mundo espiritual" quanto ao "mundo físico".

A grandeza do ensinamento da Verdadeira Seicho-No-Ie, é que este grande ensinamento revela este "mundo Divino" através do que é conhecido como "Verdade Vertical", que é o conhecimento que revela nossa Unidade com Deus. Assim, a afirmação de que: "O Homem é Filho de Deus" é a "Verdade Vertical", que é fruto de PERCEPÇÃO do Real; Percepção do Mundo Divino, que é o aspecto verdadeiro, chamado de Jisso. Este aspecto verdadeiro é a Realidade Divina subjacente aos mundos físico e espiritual.

Notem que a Meditação Shinsokan, que é parte essencial do ensinamento da Verdadeira Seicho-No-Ie,  se inicia com uma PERCEPÇÃO ao revelar: "Neste momento deixo o mundo dos cinco sentido e entro no mundo da Imagem Verdadeira". Este "mundo da Imagem Verdadeira" é o próprio "Mundo Divino". Notem que o acesso ao "mundo espiritual" é feito por aquele "outro" sentido, uma espécie de "sexto ou sétimo" sentidos [porque o ser humano possuí mais que cinco sentidos], mas o "mundo Divino" só é acessível pela PERCEPÇÃO.

No livro "Explicações detalhadas da Meditação Shinsokan" Masaharu Taniguchi elucida este fato e chama esta PERCEPÇÃO de "Percepção do Eu da Imagem Verdadeira", esclarecendo que: é a própria "Percepção do Eu da Imagem Verdadeira" que "deixa o mundo dos cinco sentidos" e entra no mundo da Imagem Verdadeira"

Assim, a Meditação Shinsokan pode ser praticada tanto pelos que estão no "mundo físico" quanto pelos que estão no "mundo espiritual" a fim de que todos possam "entrar no mundo da Imagem Verdadeira". 

Notem também que "entrar no mundo da Imagem Verdadeira" não significa "ir a algum outro lugar"; significa apenas PERCEBER o aspecto real [Jisso] subjacente tanto ao mundo físico quanto ao mundo espiritual.

Foi com essa PERCEPÇÃO do aspecto verdadeiro subjacente a Jesus e a Amithaba que Masaharu Taniguchi pode afirmar que Cristo e Buda foram "salvadores que o Pai, a Grande Vida, enviou". 

Por estar manifestando essa PERCEPÇÃO, que é manifestação do "mundo Divino", Masaharu Taniguchi revela-se como sendo igualmente um "enviado do Mundo Divino", "enviado da Grande Vida"!

Assim, o Mestre Masaharu Taniguchi está no mesmo nível de "salvador que o Pai, a Grande Vida, enviou" tanto afirmou que estavam nesse mesmo nível Jesus, o Cristo, quanto Amithaba, o Buda! 

A implicação destas afirmações é que tanto o ensinamento de Jesus, quanto o ensinamento de Buda, quanto o próprio ensinamento da Verdadeira Seicho-No-Ie próvem do "mundo Divino", isto é, revelam a Verdade subjacente aos mundos "físico e espiritual"; revelam o "aspecto verdadeiro" subjacente. Este aspecto verdadeiro subjacente aos mundos fisico e espiritual é chamado de Jisso. "Jisso da Vida" é a própria Realidade subjacente, é o aspecto real da Grande Vida. 

Referindo-se a Cristo e a Buda, na página 37 do livro Jisso da Vida, Masaharu Taniguchi revela que: "As manifestações são duas, mas a origem é uma só".

Pelo fato de Aquele que apareceu como Masaharu Taniguchi compartilhar a PERCEPÇÃO de que "As manifestações são duas, mas a origem é uma só", sabendo que a Percepção provém do próprio Ser Real e único, podemos afirmar referindo-nos a Cristo, a Buda e a Masaharu Taniguchi que: "As manifestações são três, mas a origem é uma só".

Enfim, sobre o tópico "o que revelou o Mestre sobre Cristo e Amithaba (Buda)" fica evidente que o Mestre revelou sua própria origem divina! 

Agora passemos ao tópico: A Verdadeira Seicho-No-Ie.

Na página 97 do citado livro Jisso da Vida, Masaharu Taniguchi escreve o seguinte:

"No início, eu tinha a impressão de que a revista chamada Seicho-No-Ie era publicada por um ser humano, isto é, por mim. Porém, ela acabou se tornando uma revista doutrinária lançada por Deus. Através de uma Revelação Divina recente que diz: "Seja quem for, se houver alguém que pregue o "Jisso" da Vida, eu me manifesto nele e me torno um só corpo com ele", ficou evidente que o que escrevo e o meu modo de viver estão se tornando a própria expressão do "Jisso" da Vida, e por isso Deus está se manifestando através deles."    
  
Sob o título "A Seicho-No-Ie e eu" [ página 39 do livro Jisso da Vida ] o Mestre escreve:

"Tenho a convicção de que o modo de viver preconizado pela "Seicho-No-Ie" é realmente benéfico. E as inúmeras cartas de agradecimento que recebo de leitores de diversas localidades comprovam que esta convicção não é mera presunção minha. Alguns deles consideram-me o criador da "Seicho-No-Ie", mas não fui eu quem a criou. Nada mais sou que um seguidor que, ouvindo juntamente com os adeptos os ensinamentos da "Seicho-No-Ie", esforça-se seriamente em viver de acordo com os princípios dela." 

Em seguida o Mestre relata que: 

"É claro que os originais desta revista são escritos com a caneta que seguro em minhas mãos. Porém, ao sentar-me diante da escrivaninha para escrever a "Seicho-No-Ie", já não sou a mesma pessoa. Surge um espírito para me orientar. Brotam torrencialmente palavras tão fortes que, pela minha natureza tímida, eu seria incapaz de escrever. Os Poemas da "Seicho-No-Ie" número 2 (hoje conhecidos como Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade), por exemplo, contém palavras de tamanha força que até mim me surpreendem." 

E o Mestre também relata: [Página 40 do livro Jisso da Vida ]

"Certa vez, quando morava em Kameoka, estava concentrado escrevendo sobre os ensinamentos e o Sr. Kato, um clarividente que se encontrava ao meu lado e me observava, disse que vira um ser espiritual, que não era eu, segurando a caneta. Não sei se posso ou não acreditar nisso, mas se existe um fundador da "Seicho-No-Ie", não deve ser este eu terreno."  

Sobre este relato do mestre se faz importante diferenciar o que é manifestação do mundo espiritual e o que é expressão do mundo Divino, isto é, do Jisso!

Os que incorporam espíritos do mundo espiritual são médiuns. O ser divino visto pelo citado clarividente não provem do mundo espiritual, mas do mundo divino, isto é, do Jisso. Sendo Jisso o aspecto real que subjaz ao mundo físico, Masaharu Taniguchi não era médium de incorporação e o relato do clarividente é visão do aspecto real de Masaharu Taniguchi, ou seja, é a PERCEPÇÃO da real identidade do Mestre!

Ainda no mesmo livro Jisso da Vida, página 41, há outro relato, do senhor Masayoshi kasahara, que durante a prática da Meditação Shinsokan, também teve a PERCEPÇÃO da real identidade do Mestre! A descrição do ser espiritual indica ser Deus Sumiyoshi! 

No livro Jisso da Vida, páginas 15 e 16, o Mestre elucida que: 

"A sede verdadeira da "Seicho-No-Ie" é a fonte de inspiração do pensamento publicado na revista Seicho-No-Ie, e está no mundo de Deus, isto é, no mundo do "Jisso". O centro de sua representação aqui na Terra é que se denomina provisoriamente "Sede Central da Seicho-No-Ie", a qual se encarrega de administrar a elaboração e a publicação da revista."  

Por agora, apenas considerem em conjunto estas palavras do Mestre sobre a verdadeira "Seicho-No-Ie":

- "...consideram-me o criador da "Seicho-No-Ie", mas não fui eu quem a criou. Nada mais sou que um seguidor que, ouvindo juntamente com os adeptos os ensinamentos da "Seicho-No-Ie", esforça-se seriamente em viver de acordo com os princípios dela"... 

- "A sede verdadeira da "Seicho-No-Ie"... está no mundo de Deus, isto é, no mundo do "Jisso". 

- "O centro de sua representação aqui na Terra é que se denomina provisoriamente "Sede Central da Seicho-No-Ie"... 

Por estas Suas palavras, vemos que enquanto esteve neste mundo o Mestre representou a verdadeira "Seicho-No-Ie" e que o centro de sua representação aqui na Terra é que se denominava provisoriamente "Sede Central da Seicho-No-Ie". O Mestre disse textualmente também que "se existe um fundador da "Seicho-No-Ie", esta não seria seu "eu terreno".  

Clarividentes compartilharam a Percepção do "ser espiritual" subjacente ao Mestre, da mesma forma que Simão Pedro expressou a Percepção de ser Jesus o Filho de Deus Vivo.

Ainda, o Mestre afirmou que teve uma Revelação Divina que diz: "Seja quem for, se houver alguém que pregue o "Jisso" da Vida, eu me manifesto nele e me torno um só corpo com ele", ficou evidente que o que escrevo e o meu modo de viver estão se tornando a própria expressão do "Jisso" da Vida, e por isso Deus está se manifestando através deles."    

Baseado nas palavras do Mestre temos que: O ensinamento da "Seicho-No-Ie" é um modo de viver preconizado pela verdadeira "Seicho-No-Ie" 

A verdadeira "Seicho-No-Ie" não é uma instituição fenomênica, ou seja, não é uma organização religiosa fundada deste mundo. Há certamente um fundador da verdadeira "Seicho-No-Ie". E este fundador é um ser espiritual, é o Deus da "Seicho-No-Ie".

Enquanto esteve neste mundo o Deus da "Seicho-No-Ie" apareceu como o Mestre Masaharu Taniguchi e a sede da "Seicho-No-Ie" foi denominada provisoriamente "Sede Central da Seicho-No-Ie".

Com o desaparecimento do Mestre Masaharu Taniguchi da face da Terra desapareceu também da face da Terra a "Sede Central da Seicho-No-Ie", cujo "centro" voltou a ser o mundo divino. E os adeptos da verdadeira "Seicho-No-Ie" são os que pregam o "Jisso" da Vida e que praticam o modo de viver preconizado pela Seicho-No-Ie conforme os ensinamentos do Mestre Masaharu Taniguchi.

Afinal a revelação divina compartilhada pelo Mestre é válida para todos porque está escrito: 

"Seja quem for, se houver alguém que pregue o "Jisso" da Vida, eu me manifesto nele e me torno um só corpo com ele"

Assim, a todo aquele a quem chegar o que aqui está sendo compartilhado que pregue o "Jisso" da Vida e que faça com que seu modo de viver se torne a expressão do próprio "Jisso" da Vida. Pois, com essa prática Deus estará Se manifestando através de quem assim age

Enfim, este modo de viver a fim de que todos possam expressar o "Jisso" da Vida é o propósito original da verdadeira Seicho-No-Ie.   

Namaste.

quarta-feira, junho 07, 2017

A Realidade do Cristo (Goldsmith)

- Joel S. Goldsmith - 


O Cristo não é apenas um nome dado a alguma coisa intangível ou nebulosa. O Cristo é uma realidade divina, uma presença viva e onipresente. Ele está bem onde você está, e onde eu estou. Cristo não é uma pessoa. É um princípio. Ele é um princípio de vida. Ele é um princípio de Deus, que forma a realidade de seu ser. Mas, por causa da experiência do filho pródigo, entendemos o que é o poder físico, o que é o poder mental; sabemos o que é trabalhar arduamente com nós mesmos, mas não aprendemos ainda como ficar tranquilos e deixar o Cristo trabalhar. Nós, na crença, nos tornamos separados do verdadeiro Cristo do nosso ser. É quase como se vivêssemos numa casa com as persianas fechadas e nos acostumássemos a andar na escuridão ou num quarto iluminado artificialmente. 

À medida que o tempo passasse, esqueceríamos realmente que havia algo como a luz solar e que fora de nossas sombras delineadas estava o sol radiante e quente. Sob nosso aspecto de seres humanos, fizemos exatamente isso. Fechamos as persianas – nossas persianas mentais. Isto é o que Jesus quis dizer, ao afirmar: “Tendo olhos, não vedes e tendo ouvidos, não ouvis”. Estas faculdades espirituais foram fechadas, de modo que não estamos cientes do fato de que apenas além do âmbito de nosso aspecto humano existe a divindade do nosso ser chamada Cristo, o Espírito de Deus no homem. 

O Cristo em nós é a nossa inteligência divina, a nossa sabedoria espiritual. Esta não é a sabedoria humana: a sabedoria humana pode cometer erros; a sabedoria humana pode ser enganada. 

Nossa sabedoria humana frequentemente se baseia em experiências passadas ou no senso comum; mas o Cristo (esta intuição espiritual, esta sabedoria, orientação e poder espirituais) nunca comete um erro; e Ele nos leva a fazer coisas que, humanamente, pensamos não serem sábias ou que, humanamente, nem mesmo poderíamos pensar em fazer. Nem mesmo podemos saber que passo devemos dar; mas este Cristo, ao abrir nossa consciência, dá o passo para nós, mesmo antes de estarmos cientes da necessidade. 

Cristo é uma realidade. Cristo é aquele de quem você pode depender: você pode ouvi-Lo e, através dEle, encontrar sua inspiração, sua orientação, sua direção. Cristo é uma consciência de cura. Quando nos pedem para curarmos a nós mesmos ou a outros, se tivermos tocado este Cristo, não há mais necessidade de depender de afirmações da verdade ou de qualquer atividade. Este “Algo”, chamado de Salvador, o Princípio salvador, a Presença de cura ou o Cristo que cura, toma conta. Ele recupera; Ele revivifica; Ele reconstrói; Ele edifica. 

Cristo é uma realidade. Cristo não é simplesmente um nome, um termo para alguma coisa intangível. Não, Cristo é tão palpável em sua experiência como qualquer coisa que você possa ver ou tocar. Ele é tão real como seu professor ou como um livro – só que mais real. Se todos nós pudéssemos conhecer a realidade, a onipresença, a onipotência do Cristo, entenderíamos por que podemos colocar nEle toda a confiança; como Ele vai à nossa frente para fazer tudo o que temos de fazer. Mas, o Cristo é mais do que isso! É uma influência unificadora. Cristo é o cimento, a influência unificadora, que nos une em entendimento. 

Cristo é um fio invisível, que nos une; mas não só a nós: Ele une todos os homens e mulheres, por todo o mundo, independentemente de religião, de credo ou de região. Todos aqueles que têm como objetivo ver o reino de Deus manifestado na Terra estão unidos conosco através deste fio do Cristo.

Em nosso estudo, em nossa prática, e na nossa associação com os outros, passo a passo desenvolvemos uma percepção deste Poder ou Presença infinita e invisível, chamada de Cristo. Descobrimos que há uma Presença real conosco, que desempenha nosso trabalho para nós; que o desempenha através de nós; que o desempenha como nós. Isto foi o que tornou possível a Paulo dizer: “Eu vivo, mas já não sou eu quem vive, é Cristo quem vive em mim”

Lembre-se de que Ele desempenhou aquilo que é dado para eu fazer; Ele aperfeiçoou aquilo que me ocupa, ou como o Salmista diz: “O Senhor aperfeiçoará o que me concerne”. Este é o Cristo, e este Cristo é o princípio ou o Espírito de Deus presente em você, como, digamos, sua integridade, sua lealdade, sua fidelidade, sua fidedignidade. Estas são as qualidades que você reconhece estarem presentes em você; e você as reconhece, não porque já as viu ou as ouviu, mas por causa de seu efeito em sua experiência. 

Sua honestidade e sua integridade conquistaram para você o respeito de seus sócios. A lealdade e a fidelidade fizeram de você bom cidadão, bom marido,ou esposa, bom filho. 

Estes são os efeitos da qualidade da integridade, da lealdade, da fidelidade, da honestidade e da fidedignidade. Mas há algo maior do que qualquer uma dessas, algo maior do que todas elas reunidas, e isso é a percepção consciente, o reconhecimento consciente deste Cristo, que pode criar e criará estas qualidades em nós, mesmo se e quando parecer que elas estão faltando.


segunda-feira, junho 05, 2017

O Cristo sendo você como Onda Perfeita

- Dárcio Dezolt - 

“Eu vim para que tenhais vida, e vida em abundância.” (JOÃO 10: 10)


Suponha que você chegue em sua casa, entre na   sala, e veja, num canto, o aparelho de TV desligado.  Ansioso por ver um jogo de futebol em que o jogador está para dar um chute ao gol, você corre, liga o aparelho, sintoniza o canal desejado, e, de imediato, ali “surge”  a imagem correspondente na tela. E   você vê o jogador chutar a bola e fazer o gol. Pergunte-se: naquela sala, onde estava o jogador, antes que você ligasse o aparelho?

Sem parar para pensar, alguém poderia julgar que o jogador inexistia naquela sala! E, que “passou a existir” somente após o aparelho  ser ligado e sintonizado com a emissora. Mas, isso não é verdade! O jogador já estava presente como “onda invisível”; ele apenas   se tornou “perceptível” graças à sintonia  feita!

De modo análogo, VOCÊ – COMO CRISTO – É ONDA PERFEITA, INVISÍVEL, emanada de Deus! Acreditar que você é “corpo físico” seria o mesmo que acreditar que o jogador  fosse o material do monitor da TV ligada! Acreditar que “você está na matéria” é o mesmo que acreditar estar o jogador  “no monitor do aparelho de TV”, ou seja,  um absurdo que não tem tamanho!

 Se algo distorcer a imagem do jogo, o jogador parecerá estar deformado! Mas, aquela imagem “vista” não é ele! Ele, na sala, é sempre  a “onda da emissora”.

Aplique esta analogia em suas silenciosas contemplações meditativas! Sejam quais forem as deformações visíveis ligadas a você, ao seu corpo, negócios ou atividades, tire toda a sua atenção da “imagem distorcida”! Você não está nela! Você é a ONDA PERFEITA, irradiada de modo também PERFEITO por Deus!

Separe conscientemente a imagem imperfeita e visível da onda sempre perfeita invisível! Separe a “ilusão” da Verdade! Identifique-se unica, total e exclusivamente com o que é verdadeiro! Desse modo, sua “antena” ficará sintonizada com a Emissora divina, a sua “Imagem Verdadeira”  poderá ser “captada” com precisão, e “surgirá” visivelmente na “tela da mente” como VOCÊ real e espiritualmente  já é: PERFEITO.

Eis por que a Bíblia diz que “o que se vê é feito do que não se vê”.


quarta-feira, maio 31, 2017

Deus É

- Joel S. Goldsmith - 


A prece é nosso contato com Deus, a Fonte infinita de nosso ser, da qual não podemos ter nenhum conhecimento intelectual, e que temos chamado de Mente, Vida, Verdade, Amor, Espírito ou Infinito Invisível. 

Deus é o único princípio criativo do universo, o princípio criativo de tudo que É; e, como esse princípio opera a partir da Inteligência suprema, sem começo e sem fim, precisamos aprender a fazer contato ou a nos tornar um com Ele. A menos que aprendamos como fazer isso, não poderemos nos valer da Onipresença, Onipotência e Onisciência de Deus.

A prece, às vezes chamada de comunhão, é a via de acesso ao contato com Deus; através dela, descobrimos nossa unicidade com Deus, nós conscientizamos Deus. Ela é o meio de se trazer à experiência individual a atividade, a lei, a substância, o suprimento, a harmonia e a totalidade de Deus. Este é um dos pontos mais importantes que um estudante de sabedoria espiritual deve saber, praticar, compreender e vivenciar.

Na compreensão da infinita natureza de Deus, entendemos a infinita natureza de nosso próprio ser. “Eu e o Pai somos um” é o fato a nos garantir a natureza infinita do seu e do meu ser. Isto independe de sermos ou não estudantes da Verdade; depende de nosso relacionamento com Deus, pela natureza de unicidade desse relacionamento — unicidade. Em proporção ao nosso progresso, iremos cada vez mais ouvir a respeito da palavra “unicidade”.

Qualquer coisa espiritualmente válida a certo indivíduo, seja santo ou pecador, deverá ser aceita como válida para mim e para você, porquanto o relacionamento entre Deus e Sua Criação é de uma unidade universal. 

Ao nos ensinar que “Eu e o Pai somos um”, Cristo foi muito cuidadoso em nos assegurar que falava de meu Pai e de seu Pai. Estava revelando a Verdade espiritual universal. 

Que diferenciava a demonstração de Cristo Jesus da apresentada pelos rabis hebraicos da época? Que diferenciava a demonstração do Mestre daquela de seus alunos ou discípulos? Era o mesmo relacionamento! “Eu e o Pai somos um”— meu Pai e seu Pai! 

Neste relacionamento em Cristo Jesus, somos todos um, em termos de Verdade ou de Realidade espiritual; logo, a diferença residia na diferença de conscientização.

O Mestre conscientizou sua identidade verdadeira. 

Reconheceu sua relação com o Pai, com Deus, como a Fonte de seu ser. 

Reconheceu Deus como sua vida — pão, vinho, água. 

Reconheceu, portanto, sua substância ou suprimento como infinito, sua vida como eterna, sua saúde como perfeita. 

Todos estes fatores tinham origem no Pai, e passaram a lhe pertencer por herança divina; revelavam o direito, o privilégio e a experiência do elo Pai-Filho. “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo que é meu é teu.” 

O Mestre, em seu reconhecimento pleno dessa Verdade, podia demonstrá-la. Os discípulos, não tão convictos, não tão conscientizados, chegaram a demonstrar certo poder de cura e certo suprimento, embora em escala menor. O motivo: a diferenciação no grau de conscientização da unicidade.

O fato de você ouvir com seus ouvidos, ver com seus olhos, não constitui prece e não fará a sua demonstração; porém, se algo profundo em seu coração, uma certeza confortadora no íntimo de sua consciência lhe disser: “Sim, isso é a Verdade! Eu sei que somente nessa conscientização sou um com o Pai”, então será esta a medida de sua percepção da natureza da prece. 

A prece é a certeza da Verdade dentro de você. Ela nunca significa ir a Deus por alguma coisa; nunca significa desejar algo, exceto o desejo de conhecer Deus, ou tomar maior consciência de Sua Presença. Muitos estudantes, tão plantados na velha teologia ou na metafísica mental moderna, vivem na crença de que podem ir a Deus em busca de algo: saúde, suprimento, emprego, companhia ou cura; e acabam, em vista disso, adiando a própria demonstração de harmonia.

Nenhum bem lhe fará ficar a pensar em sua vida, sua saúde, seu suprimento; nenhum bem lhe fará dirigir-se a Deus munido de alguma requisição, pedido ou desejo, pois Deus nada possui que nEle possa estar retido, e Deus não retém coisa alguma que faça parte de Sua posse; Deus é ser ativo infinito. Tudo que Deus É, e tudo que possui, está fluindo constantemente em manifestação, expressão e forma. Será tolice alguém julgar que sua prece poderá influenciar Deus a acelerar a vinda de algo, ou fazer com que Ele lhe traga algum benefício.

A harmonia vem rapidamente à sua experiência, tão logo concorde que não há sentido algum em se dirigir a Deus em busca de algo. Lembre-se: quando digo “concordar”, falo de uma sensação de certeza, de uma concordância interna ou profunda convicção, e não de um mero falar superficial do tipo: “Sim, eu acredito, concordo com o Mestre. Sou cristão e aceito o seu ensinamento.” Esse tipo de aceitação é o mesmo que nada! Você pode sentir a veracidade desse fato? É capaz de sentir a verdade desta tremenda revelação do Mestre, de que “o Pai sabe que necessitais de todas estas coisas…que é de Seu agrado dar-vos o Reino”? Caso não se sinta convicto, não vá a Deus em busca de alguma coisa. Trabalhe dentro de você mesmo; ore no interior de seu próprio ser; realize uma comunhão interna, até perceber uma concordância, um sentimento de que o Mestre realmente sabia que o Pai conhece todas as suas necessidades, e que, antes que Lhe peça, é de Seu agrado dar-lhe o Reino.

A prece é um reconhecimento desta Verdade do amor de Deus por Sua própria Criação; é um conhecimento interior de que jamais o Pai abandonou a Sua Criação. Quando olhamos para o mundo e vemos doença, pecado, morte e calamidade, ficamos prontos para questionar tudo isso; porém, nesse procedimento, estaremos desconsiderando a sabedoria de João, quando nos adverte: “Não julgueis pelas aparências, mas segundo julgamento justo”.

Temos nos dedicado a ver com os olhos e a ouvir com os ouvidos, quando deveríamos estar vendo com os olhos interiores e ouvindo com os ouvidos interiores, com aquela percepção espiritual que não julga pelas aparências, mas pelo julgamento espiritual. 

E então, saberíamos que todo pecado, doença, morte, carência, limitação e caos, reinantes no mundo de hoje, surgem por um só motivo, e surgem àqueles que vivem pelo sentido material; àqueles que ainda estão voltados a querer ou desejar obter, adquirir e buscar alguma coisa; àqueles que desconhecem a natureza infinita de seu próprio ser, bem como o fato de que, devido a ser infinita esta natureza, eles deveriam DEIXÁ-LA SE EXPRESSAR a partir deles próprios, em vez de viverem tentando acrescentar algo à infinitude.

A prece comumente aceita, ortodoxa ou metafísica de cunho mental, deve falhar por ser na maioria tentativa de se obter algo, acrescentar algo, realizar algo ou receber algo, quando a natureza infinita de nosso ser, um com Deus, implica em estarmos com nossos “recipientes” já lotados. Tudo que é do Pai é nosso! Algo mais nos poderia ser acrescido? Browning, o grande poeta, registrou em seus versos o segredo maravilhoso: “A Verdade está dentro de nós mesmos… e o conhecimento… consiste em abrirmos espaço para que escape o esplendor aprisionado…”.

Quando julgamos pelas aparências, submetemo-nos à crença causadora de toda confusão e discórdia da existência humana: o julgamento do bem e mal. Isto é bom; aquilo é mau; assim rotulamos tudo! Naturalmente, aquilo que hoje é chamado de bom, pelas mudanças de regras sociais poderá ser chamado de mau amanhã. E coisas hoje ditas muito más, talvez se tornem normais, naturais e comuns a todos no amanhã. Porém, não estaremos vendo assim enquanto estivermos julgando pelas aparências. Estaremos julgando segundo os padrões atuais da sociedade ou tradições do momento, regras a nós impostas; desse modo, instantaneamente rotulamos tudo como coisa boa ou má, julgando tudo com base em opinião, crença e teoria humanas. Enquanto estivermos encarando o mundo com olhos humanos, sempre estaremos achando algo bom e algo mau, muito embora essa classificação se altere a cada geração que passa.

Para que haja uma compreensão correta da natureza da prece, precisamos, neste instante, abandonar nosso julgamento humano em termos de bem e mal. Não podemos continuar a enaltecer nosso senso de sabedoria psicológica, permitindo-nos julgar as pessoas de nossa família, do círculo profissional ou de nossa comunidade. Deveremos deixar de lado nossas opiniões de bem e de mal, de inteligência ou de ignorância, de honestidade e desonestidade, de moralidade e imoralidade, para termos condição de ver cada indivíduo sem qualquer condenação, sem qualquer crítica e sem qualquer julgamento, unicamente estabelecidos na "percepção de que Deus É!"

Deus É; A Vida É. Não nos é permitido fazer qualquer julgamento que ultrapasse esse ponto. Deus É. Trata-se de um treinamento para deixarmos de emitir opiniões. É muito fácil e agradável, para o ego de alguém, ser um bom juiz da natureza humana, ser humanamente capaz de avaliar aqueles que encontra; e, humanamente, talvez ele até esteja julgando certo. Entretanto, se ficarmos olhando o mundo e julgando a humanidade, colocando rótulos nas pessoas, e permanecendo no âmbito das opiniões e análises humanas, somente atrairemos confusão. 

Há uma só forma de escaparmos disso tudo e ficarmos apartados: concordando que Deus fez tudo que foi feito, e que tudo que Deus fez é bom; concordando que Deus, Espírito, é a vida, a Alma, e a mente do ser individual. Como poderíamos aceitar um ensinamento que revela Deus como a Vida de toda a existência, como o Princípio criativo de todo ser, e, paralelamente, ficarmos classificando alguma coisa como boa ou como má?

A mulher flagrada em adultério não foi rotulada pelo Mestre: “Mulher, onde estão os teus acusadores?… nem eu, também, te condeno”. E ao cego de nascença, “Nem este homem pecou nem seus pais.” 

Você está percebendo a necessidade de se abandonar toda censura, toda condenação que se fundamenta em aparências? Toda revelação ou ensinamento espiritual registrado desde 1500 AC. está baseado nos postulados: “Ame a seu próximo como a si mesmo”, e “Faça aos outros o que gostaria que lhe fizessem”. A prece é nosso contato com Deus, e não teremos contato algum com Ele, a menos que amemos nosso próximo como a nós mesmos. O primeiro passo para conseguirmos amar verdadeiramente aos nossos irmãos é cessarmos com todos os nossos julgamentos em relação a eles. 

Quando os julgamos pelas aparências, imediatamente os condenamos, uma vez que não estaremos vendo-os como Deus os criou, mas reforçando com a nossa visão uma aparência ilusória. Quando aprendemos a olhar com a visão correta para o nosso próximo, isso já é amor.

Esta prática, logicamente, nos irá tirar de muitas das nossas discussões de cunho político ou social, pois não seremos mais capazes de culpar familiares, amigos, sócios ou lideranças políticas pelos nossos problemas, circunstâncias e depressões. Isto nos exigirá disciplina, e irá nos exigir mais o seguinte: um profundo e grandioso amor a Deus. Ninguém poderá penetrar na sagrada atmosfera de Deus exalando críticas, julgamentos e condenações referentes ao próximo. “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti; deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem e apresenta a tua oferta” (Mt.5:23-24.)

Não é possível que haja demonstração espiritual enquanto continuamos presos às opiniões humanas de bem e mal. Quando olhamos para o mundo sem opiniões, julgamentos ou rótulos— mesmo os bons—, conscientizando que DEUS É, criamos uma espécie de vazio interior. Neste vazio aflora a sabedoria espiritual capaz de definir e avaliar o que está diante de nós, e isto se mostrará inteiramente diferente de nossa estimativa humana. Chega-nos à consciência uma espécie de calor, uma sensação de amor pela humanidade, e a percepção de que Deus é a totalidade da Existência. Quando alguém contempla esta revelação da verdade espiritual, encontra-se pronto para dar o passo seguinte: o passo que o torna um praticista de cura espiritual, um salvador, um reformador, um supridor no universo aparente.

Este é o momento em que devemos olhar para toda condição, seja de prisão em cárcere, em corpo doente, em falta ou limitação, sem lançarmos opinião de bem e mal. Devemos poder encarar qualquer situação e circunstância com a conscientização de que DEUS É. Ser-nos-á requerido um elevado grau de consciência espiritual, para olharmos uma doença séria e sermos capazes de contemplar o Cristo. Isto não quer dizer que olharemos para o pecado, a doença, a pobreza, o cárcere, para rotularmos tudo aquilo de “bom”. Não significa que faremos afirmações mentais de que aquilo é espiritual ou harmonioso; tampouco consideraremos que algo seja “mau”, munidos da intenção de superá-lo, melhorá-lo ou curá-lo. Não, não, não. Falamos de um abandono/desapego de todo julgamento humano, na conscientização de que somente DEUS É - DEUS, SOMENTE, É .

Talvez você pergunte: “Que princípio está aqui envolvido?” No reconhecimento de Deus como infinito, poderia você admitir um doente, um pecador, uma condição de pecado ou de doença? Poderia você aceitar uma pessoa ou condição necessitada de cura, mudança ou melhoria? Não, não poderia. Que ocorre quando você testemunha o que o sentido humano chama de “erro”, e ora para removê-lo? A resposta é uma só: ocorre o fracasso.

Lembre-se: você não foi chamado para olhar pessoas e condições errôneas e chamá-las de boas ou espirituais, nem para dizer que uma pessoa em erro é o Filho de Deus. Uma pessoa assim não é o Filho de Deus. Você foi chamado para eliminar toda opinião, teoria ou crença, deixando de lado todo julgamento. Não declare que algo ou alguém seja bom. Disse Cristo: “Por que me chamas bom? Não há ninguém bom, exceto Deus.”

Não vamos chamar nada nem ninguém de bom, mas também não chamaremos de mau. 

Aprenderemos a olhar para qualquer pessoa e condição com apenas duas palavrinhas: "DEUS É", ou "ELE É" . É — É— É: … nunca “será” curado, melhorado, removido. DEUS É . A Harmonia É. Ele É! ELE É AGORA!

Na percepção de que DEUS É, será revelada toda entidade e perfeição espiritual. E então, você não estará vendo o mal humano transformado em bem; não estará vendo pobreza humana transformada em riqueza; não estará vendo doença humana transformada em saúde; não estará vendo culpa humana transformada em virtude; entretanto, estará percebendo a atividade e Lei de Deus presentes exatamente onde parecia existir uma pessoa boa ou má, uma condição boa ou má.

Não buscamos transformar uma humanidade má em humanidade boa. 

O objetivo deste trabalho e estudo é alcançar “aquela Mente que estava em Cristo Jesus”, isto é, alcançar o mesmo estado de consciência espiritual manifestado por ele, a fim de contemplarmos o mundo espiritual, o homem espiritual, o Filho de Deus. “O Meu reino não é deste mundo”. 

O reino de Deus é um reino espiritual, um universo espiritual, governado por lei espiritual. Ele é uma SUBSTÂNCIA espiritual sem começo e que não terá fim.

Podemos compreender melhor esse fato se analisarmos que jamais houve um tempo em que duas vezes dois não fosse quatro. Nunca houve tempo em que uma semente de roseira deixasse de produzir rosa. 

A lei “semelhante produz semelhante” vem vigorando desde antes que o tempo existisse. Ela sempre foi, é e será. A oração, no sentido comum de prece, não irá provocar esse efeito. Todo “bem” JÁ É.

Mesmo no âmago das chamadas “depressões econômicas”, a terra continuava abarrotada de frutos, os oceanos repletos de peixes, os céus repletos de pássaros. Deus não tem poder para aumentar o Seu suprimento. JÁ É INFINITO! É maior do que a terra possa usar. Ele ainda é, apesar da aparente falta de provisão e dos preços elevados que somente a ignorância é capaz de explicar. O mundo está produzindo mais do que pode consumir ou utilizar. Orar a Deus por aumento de suprimento irá realmente fazer crescer a quantidade de produtos ou benefícios? NÃO! Já existe mais que o suficiente para o mundo todo!

Naturalmente, uma pergunta poderá surgir: “Como nos valeremos desta suficiência?”. Resposta: “Através da prece.” 

Que é prece?

A prece é este sentimento, esta convicção, este saber interno que estas palavras são verdadeiras. DEUS É. Você mudaria esse fato? Mudaria algo feito por Deus? Pediria melhorias no universo de Deus? Pediria a Deus para deixá-lo influenciar as leis, a substância e a atividade de Sua própria criação? “Sim, mesmo que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo.”(Salmo 23:4.) DEUS É. Teríamos de orar por algo mais? O sentimento de certeza da declaração “DEUS É”, constitui a sua prece. Exatamente agora, ela lhe será o bastante, desde que possa você abrir mão de todos os seus desejos, vontades e mesmo esperanças, para deixar este sentimento, esta realização, conduzi-lo a planos mais profundos de consciência, fazendo-o penetrar nos reinos mais profundos da prece. DEUS É. Isto não basta?

Agora eu reafirmo: não julgue pelas aparências. Olhe para cada pessoa, cada coisa, cada situação, munido somente desta compreensão: DEUS É! A partir daí, deixe a Realidade Espiritual se tornar visível pela ação de seu Pai interior.


segunda-feira, maio 29, 2017

Divina presença

- Joel S. Goldsmith -


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Quando o Mestre Jesus Cristo disse: “Eu, de mim mesmo, nada posso; o Pai em Mim é quem faz as obras”; e Paulo afirmou: “Não mais eu quem vive mas o Cristo vive em mim” – revelaram a quarta dimensão da vida, na qual “não só de pão vive o homem” e nem por sua vontade, esforços ou sabedoria pessoais.

Chega um momento, em nossa experiência, em que já não somos unicamente nós (aspecto humano), senão que alargamos nossa consciência para a percepção de uma Presença interna. 

Este momento de transição ocorre quando esta Presença se nos torna real e assume a direção de nossa vida. 

A partir desta experiência, não mais ficamos “cuidadosos com a nossa vida”, porque sentimos sempre a proximidade desse Algo – que é o Cristo ou Presença divina – que harmoniza nossa experiência diária.

Nesta experiência de transição, deixamos de ser meramente seres humanos (que elaboram os próprios pensamentos, planejam as próprias vidas e resolvem seus assuntos particulares) para atingir um nível de consciência em que sentimos realmente esta Presença interior. 

Vivemos, então, como que separados um pouco de nós mesmos – digamos, uns dois ou três centímetros – passando a observar, como simples espectadores, o modo como estamos vivendo.

Se neste momento estamos na esfera profissional, vemos que nos chegam outros negócios dos quais não somos responsáveis – ou seja: sobre cuja realização não fizemos esforços pessoais. Se somos escritores, músicos, etc., recebemos idéias e temas com os quais jamais havíamos sonhado e que inspiradamente nos chegam do íntimo. Sabemos, então, que não os estamos gerando, mas que são dados por uma Graça interna.

Se estamos empenhados num Trabalho Espiritual, de cura ou pregação, vemos que  pacientes e estudantes nos são encaminhados, mas será o Espírito quem os sanará e ensinará.

Compreendemos, então: “Vivo – mas não eu, senão que o Cristo é Quem vive minha vida. Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.”

Em tal estado, convertemo-nos no instrumento consciente de ação da Consciência divina. 

Então compreendemos a citação do Mestre: “Não sou eu quem faz as obras, mas o Pai que mora em mim é Quem as faz”.

Jesus queria significar que de seu próprio conhecimento ou esforço ele nada podia fazer, senão que era a atividade da Verdade, em sua Consciência, que tornava possíveis os milagres de cura, de conforto ou de alimentar multidões.

Vimos a ser, pois, o veículo através do qual a vida vive a si mesma ou o mensageiro levando a divina Mensagem. Sabemos que já não estamos vivendo a própria vida, senão que a Presença e o Poder a estão vivendo, fazendo de nossa instrumentação humana o seu modo de expressão ou meio de atividade. 

Esta vivência nos permite entender claramente porque o Mestre disse: “Eu e o Pai somos um, mas o Pai é maior que eu”. Não que isto sugira dualidade ou separação, que seria um retorno à crença ultrapassada em um Deus separado do homem. 

Já aprendemos que Deus Se manifesta individualmente como Eu e Tu, o que vem mostrar que Eu Sou, Deus, embora sendo um Princípio infinito, universal, divino, da vida, aparece como eu e tu individuais, de modo que, em verdade, “Eu e o Pai somos um”: o Ser interno a exprimir-Se como o indivíduo externo.

Não obstante, todas estas colocações não passam de meras declarações da verdade, até o momento mesmo de nossa transição, em que a experiência interna converte estas idéias em verdade viva, em realidade palpável. Aí estas declarações da Verdade cedem lugar à Presença interna, que se torna uma experiência real.

Ao alçar-nos a este lugar na Consciência, em que o Cristo vive as nossas vidas, constatamos, ao mesmo tempo, que o Cristo mantém e provê nossa existência inteira, suprindo-nos vitalidade, iniciativa, inteligência, amor, persistência, valor e saúde, necessários ao cumprimento de nossas metas.

Ele também nos subministra recursos materiais suficientes, reconhecimento e prestígio, já que, havendo tomado o leme de nossas vidas, pode manejar todas as coisas devidamente, na amplitude de nosso nível, promovendo a realização total de nossa vida. Ele vai adiante de nós, proporcionando transporte, hospedagem, oportunidades e êxito em tudo que empreendemos.

Aqueles que se ocupam do Ministério Espiritual logo verão que este Infinito invisível supre tudo o que é preciso para a completa manifestação da mensagem, posto que “o meu ensino não é meu, e sim d'Aquele que me enviou”. 

Tudo o que seja necessário à expressão da Mensagem e, quem quer que seja o inspirado ou Mensageiro, tenhamos a certeza de que será apoiado, sustido e suprido por Aquele que é a Fonte e a Inspiração da Mensagem.

Quer esteja no exercício de atividades comerciais, quer nas artes, numa profissão liberal ou nos deveres do lar,  a pessoa inspirada sente-se, de imediato, liberta de toda responsabilidade pessoal, na medida em que o Infinito Invisível se converte na Alma e atividade de seu ser.

Compreendamos, agora, que quando Jesus fala do Pai que está nEle, refere ao Poder e à Presença divina que lhe animaram o sere que constituía o poder curativo, o poder que multiplicou pães e peixes, o poder que apaziguou a tempestade, o poder que ressuscitou Lázaro dentre os mortos.

Da mesma forma, compreendemos o que disse Paulo, quando fala que tudo podia através de Cristo, aludindo ao Poder divino a que chamamos de “o Infinito Invisível”. Foi esse Poder que possibilitou ao “Apóstolo dos gentios” cumprir sua missão de levar a mensagem cristã ao mundo de sua época. Ele recebia desta Presença interna a força, a inspiração, a coragem e todo sustento.

“O Pai que mora em mim é Quem faz as obras” (de Jesus) e o “Cristo que me fortalece” (de Paulo) são um e o mesmo Espírito interno, a mesma Consciência da Verdade que supria o povo prometido como maná, e o guiava “como nuvem durante o dia e coluna de fogo durante a noite”, através da realização de Moisés; que aparecia como tortas assadas sobre a rocha, como corvo trazendo alimento, ou como uma viúva oferecendo alimento, através da realização de Elias; na forma de cura maravilhosa, à porta do Templo, chamada Formosa, pela realização de Pedro e João.

“O mesmo Espírito que ressuscitou Jesus dentre os mortos, dará também a vida a vossos corpos mortais”.


quinta-feira, maio 25, 2017

Apenas testemunhe o poder da Verdade em ação


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Um problema só pode existir no âmbito da chamada mente humana universal, e se expressa através do indivíduo. Se, de sua parte, houver uma recusa no sentido de permitir que o problema flua por você, ele será um problema morto. Os problemas nada mais são que a crença universal em dois poderes. 

Quando você reconhece esse fato, aceitando a Deus como Onipotência, ou seja, a SUBSTÂNCIA ESPIRITUAL COMO ÚNICO PODER, o problema é destruído no local único de sua existência: na mente humana universal, na mente que vê matéria. 

Na Antiguidade, deu-se à origem do mal o nome de “diabo”. O diabo não é nem nunca foi uma pessoa. O diabo, ou mal, é algo de natureza impessoal. É possível que ele apareça como pecado, delinquência juvenil, falso desejo, doença incurável, pobreza, ou morte. 

Entretanto, seja qual for o nome ou natureza, aquilo que se põe à sua frente é um mal único. Empregamos para ele a designação “mente carnal”, dada por Paulo, ou algum outro termo, como “aparência” - matéria, por exemplo. 

A discórdia não é uma entidade ou identidade física; ela é uma “aparência”, um produto da mente carnal: a crença em dois poderes.

Em vez de se preocupar com a natureza específica de algum problema, instantaneamente conscientize: “Ah, eis aqui o meu velho amigo Satanás, mente carnal, aparência.” Partindo disso, reconheça que, pelo fato de ser Poder somente aquilo que é de Deus, esta aparência ou sugestão não possui nenhum poder, lei, continuidade, enfim, nada que a possa apoiar.

Quando você puder aceitar a Deus como Onipotência, simplesmente dará suas costas à ilusão, em todas as suas fases, e seguirá adiante. 

Porém, a maioria não é capaz de agir assim. Pelo contrário, argumenta com o erro, enfrenta-o, e até faz oração levando em consideração a sua existência. 

Mas, uma vez reconhecido que Deus é Onipotência, não sobrará nada para você considerar em suas preces. Elas serão, a partir daí, constituídas de uma comunhão com Deus, de uma alegria no Espírito. Serão preces de reconhecimento, de encontro com Deus, sem aquela atitude de pedir-Lhe algo, ou de tentar usá-Lo como um poder.

Quando compreender a Deus como Onipotência, estará habilitado a se livrar do mal sob todas as formas, mediante as seguintes palavras: “Nenhum poder terás sobre mim, a não ser que tu venhas de Deus. Ao lado de Deus não há nenhum outro poder; e o Poder divino é presente tanto no céu como exatamente aqui onde eu estou.”

Ao se deparar com algo de aparência maligna, para abordá-lo sob o ângulo espiritual, parta do princípio de que o mal não é poder.  Além disso, compreenda também que sua intenção não será a de tentar transformar mal humano em bem humano. Não quererá substituir uma condição humana por outra também humana. Certifique-se disto! Ao defrontar-se com a doença, não tentará mudá-la para saúde. Ao defrontar-se com a morte, não tentará transformá-la em vida. Ao defrontar-se com alguma perda, não tentará mudá-la para ganho.

Bem, se nada daquilo deverá ser feito, que fará você?  Será preciso que conscientize que tanto a perda humana quanto o ganho humano não têm qualquer importância.  Se você desfrutasse da melhor saúde do mundo num minuto, nada impediria que, no minuto seguinte, você pudesse cair morto. 

Quando encarar uma aparência do mal, jamais tente mudá-la para o bem. Conscientize o não-poder e a natureza ilusória de ambos: do mal humano e do bem humano; assim, sua prece poderá ser: “Deixai-me testemunhar a Verdade espiritual, a harmonia espiritual, e o bem espiritual”. 

Isto significa se elevar acima do par de opostos.

Você não poderá retornar ao Jardim do Éden enquanto não se elevar acima do bem e do mal. Enquanto ficar insistindo em simplesmente trocar o mal pelo bem, ou transformar o mal em bem, você não estará no paraíso,pois, apesar da obtenção de certa parcela de bem, novamente ele poderá voltar à sua condição de mal anterior. 

Não sabemos de pessoas que se esforçaram, conseguiram acumular fortunas, e que posteriormente acabaram na miséria? 

Ou de algum atleta, ou mesmo um inovador de métodos de boa saúde, que conseguiu formar um físico perfeito, após intenso esforço, mas que no fim voltou a apresentar uma deplorável condição física? 

Não vimos pessoas que lutaram em busca da própria integridade moral, mas que se deixaram posteriormente ser levadas pela corrupção, se autodestruindo física, mental, moral ou financeiramente, apesar de toda retidão por elas apregoada?

O mal não pode ser vencido pela força ou pelo poder. Não existe essa coisa chamada “vitória sobre o mal”, a não ser quando nos preparamos para “a vinda daquele a quem pertence o juízo”. 

Assim que aprendermos a encarar a doença sem lutar ou tentar dominá-la, permanecendo sentados ao seu lado, em silêncio, à espera de que o Espírito em nosso interior dê Seu testemunho, teremos estabelecido a saúde de natureza permanente, que não precisa ser obtida repetidas e repetidas vezes. 

Do mesmo modo, quando os falsos desejos são dominados pela força de vontade, lutando contra eles, em muitos casos o resultado conseguido não é duradouro; porém, quando são suplantados espiritualmente, o efeito se evidencia como uma permanente bênção.

Ao nível da humanidade, assumir a atitude de “não resistais ao maligno” não passa de se conceder ao adversário uma vantagem sobre nós. 

No caminho espiritual, contudo, isto não é verdadeiro. 

Ao nos depararmos com problemas de saúde, morais, financeiros, ou com alguma outra forma de mal – injustiça, desigualdade –, se conseguirmos resistir à vontade de querer transformar esse mal em bem,complementando com o desejo de sermos testemunhas da Presença e Poder espirituais, por certo constataremos a manifestação da harmonia.


segunda-feira, maio 22, 2017

Amar ao próximo como a ti mesmo (Goldsmith)


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"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne. Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça. Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus." (Romanos 8: 1-14)


Espiritualmente, somos igualmente herdeiros de Deus, filhos de Deus – herdeiros, co-herdeiros. Humanamente, Deus nem mesmo nos conhece. 

Não somos sequer conhecidos por Deus humanamente. Se Deus conhecesse seres humanos, todos seriam perfeitos. Se Deus conhecesse seres humanos, todos haveriam de ser saudáveis, prósperos e sábios. 

Se Deus conhecesse seres humanos, jamais um deles morreria. Deus não conhece seres humanos – não conhece humano algum, porque os humanos seguiram o caminho da carne. 

Para sermos conhecidos de Deus nós devemos ser filhos de Deus, herdeiros de Deus; e, para sermos filhos de Deus ou herdeiros de Deus, precisamos fazer algo. Como vínhamos aceitando esta criação dualista, esta crença no bem e no mal, esta egoidade apartada de Deus, esta imagem de nós mesmos, e que não constitui o ser que somos – aceitando, entretanto, tudo isso até agora, teremos de fazer alguma coisa. 

E a missão toda de Cristo Jesus – sua missão integral – foi nos mostrar o que nos caberá fazer para nos tornarmos filhos de Deus novamente – sermos restabelecidos no reino de Deus.

Jesus ensinou-nos aquilo que devemos e aquilo que não devemos fazer. Apontou-nos que não devemos agir segundo a lei do “olho por olho, dente por dente”. Não devemos retribuir o mal com o mal. Muita coisa nos disse sobre o que não devemos fazer; porém, ele principalmente nos apontou aquilo que devemos fazer: “Ama o próximo como a ti mesmo”. 

Sim, logicamente, todo aquele sob a cobertura do céu conhece esta declaração: “Ama o próximo como a ti mesmo”. Isto se tornou um clichê mundial. 

Mas, diga isto francamente às pessoas, de homem para homem ou de mulher para mulher, e elas lhe dirão: “Sim, entretanto isto não é nada prático! Era correto para Jesus, mas não para nós.” Elas não poderiam estar mais distante da verdade. Não puseram isto em prática, e não puderam testemunhar a sua praticidade. E isto não apenas é muito prático, mas, para ser franco, constitui a maneira única de nos restabelecermos no reino de Deus.

O amor não anseia por retorno ou recompensa: assim, se algo que porventura estiver fazendo contiver qualquer desejo de recompensa, reconhecimento, gratidão, aquilo se torna um trato, nunca amor.

Quando duas pessoas, que dizem se amar, assumem a atitude do tipo: “Você fará isto, enquanto eu farei aquilo”, saibamos que isso não é amor. Será um acordo. Amor é o que uma pessoa sente e executa sem o mínimo sinal de expectativa ou desejo de recompensa.

A melhor maneira de se explicar, está em pensar naquilo que fazemos por nossos filhos. Certamente não teríamos a intenção de fazer algo por eles na esperança de receber gratidão. Não, faríamos por aquilo ser nossa função como pais.

Se você conseguir expandir a mesma atitude com relação a todos, poderá eliminar de seus relacionamentos humanos todo tipo de discórdia. Os conflitos não surgem exatamente porque você aguarda algum retorno por algo que tenha feito? Ficando nessa expectativa, estará violando a lei espiritual.

Tudo o que lhe deve chegar na vida, deve provir de Deus, não de homens - tudo. 

Deve ser, para você, privilégio e alegria fazer todo o trabalho que lhe for dado com o máximo de sua capacidade, não por recompensa, reconhecimento, gratidão, mas porque ele deve ser feito, e a única forma de você se realizar será fazendo-o dando o máximo de si.

Sua recompensa, sua compensação e a harmonia de sua vida devem vir de Deus, não de homens. 

Assim, se alguém retiver gratidão, reconhecimento ou recompensa, estará prejudicando a si mesmo, e não a você. 

A gratidão é um dos maiores atributos do amor, e uma pessoa que não estiver repleta de gratidão estará vazia de amor, que, na verdade, significa estar vazia de Deus. 

Uma pessoa que não é agradecida, que não colabora, que não compartilha nada, nunca está prejudicando a outra pessoa. Estará prejudicando somente a si própria.

No meu entender, tudo que fazemos deve ser feito pela realização de Deus como nosso próprio ser. Um funcionário que se dirigir ao local de trabalho, esquecido de patrão, esquecido do valor do salário, executando tudo com o máximo de sua habilidade, logo estará sendo considerado indispensável, e terá sua recompensa.

Se ela não lhe chegar naquele emprego, virá em algum outro, porque se o empregador atual não for capacitado a notar este seu talento e bom desempenho, algum outro surgirá para fazê-lo, e acabará por contratá-lo. 

O ponto principal é que ninguém deverá jamais trabalhar meramente na expectativa de ser recompensado, pois sua recompensa poderá vir de outra direção.

O mesmo é válido nos lares: ninguém deverá fazer as coisas somente por reconhecimento ou gratidão, mas por aquilo ser o que lhe cabe fazer, e que deverá ser feito ao máximo de sua capacidade, na certeza de que a recompensa e reconhecimento virão de Deus, não de homens. 

Relacionamentos harmoniosos poderão ser mantidos somente nessa base. Se você investir em cada relacionamento o que lhe é devido, a harmonia é obrigada a acompanhar.

O Sermão da Montanha deve se tornar, para nós, um conjunto de princípios de vida. Deve ser considerado o padrão de nossa existência, se é que trabalhamos para sair da mortalidade rumo à imortalidade, para deixarmos ser alguém da terra, um homem natural, para, uma vez mais, sermos o Cristo. 

Há certas coisas que precisam ser feitas. Não devemos estar apreensivos quanto à nossa vida. Esta recomendação elimina todo tipo de oração por você mesmo, não? “Não esteja apreensivo quanto à sua vida”. Tente pôr isso em prática, e constatará quão louco poderá ficar, graças a Jesus e graças a mim. A Jesus, por ter ele dito isso primeiramente, e, a mim, por tê-lo lembrado disso. 

Observe como é difícil parar de orar por você mesmo, pela sua vida, pelo que irá comer ou beber, ou pelo que irá vestir. E, também, pelo transporte que irá ter, pelo lar que irá possuir, ou pela companhia que irá ter. Pense em varrer todas estas coisas de sua mente, a fim de poder ser filho de Deus, a fim de poder buscar a dimensão divina, o reino de Deus – o Meu reino que não é deste mundo. Você não conseguirá aplicar o Meu reino, a Minha graça, o Meu poder ou a Minha paz em cima “deste mundo”.

Tenho pedido aos nossos alunos, e continuarei a pedir, que eles dediquem um período de suas meditações diárias somente a Deus. Não por eles próprios, nem suas famílias, não por seus negócios, nem por seus pacientes ou alunos, e nem mesmo pela paz na Terra, mas tão-somente por Deus. 

Em outras palavras, que reservem um período de meditação em que irão a Deus com mãos limpas.

Conscientize:

"Pai, não busco nada. Não estou pedindo nada para ninguém. Não vim aqui para obter algo nem realizar algo. Estou aqui com o mesmo espírito com que iria ver minha mãe onde ela estivesse disponível. Apenas para visitar. Apenas para comungar. Apenas para amar. O amor entre minha mãe e eu é de tal natureza que adoraria me sentar perto dela, andar com ela, me sentar a seus pés, ou ficar em seu colo. Adoraria estar na companhia dela, sem me importar se por dias, semanas, meses, ou se ocasionalmente, apenas pudesse contar com 2 ou 3 minutos de seu tempo. Nada desejaria dela. Nada estaria buscando. Apenas a alegria de estar em sua companhia, sentindo a alegria que flui naturalmente da mãe pra um filho, pra uma criança. Por isso estou aqui hoje. Você é o Pai e a Mãe de meu ser. Você é a Fonte de minha vida. Você é minha Alma, o meu Espírito. Você é Aquele que me faz pulsar. E eu venho neste momento apenas pela alegria da comunhão. Não tenho favores a pedir. Nem desejos. Passemos este momento juntos, em comunhão. De tal forma que, onde Você estiver, eu esteja. E que eu me lembre de que onde eu estiver, Você estará, por sermos um. Apenas pela jubilosa percepção de que estou em Você e Você em mim. Sim, e se possível, sentir a certeza de Sua Mão na minha, ou um toque de Seu dedo em meu ombro. A Sua Presença me basta, é Tudo! A Sua Presença!"