"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

quinta-feira, junho 22, 2017

Como age a verdadeira Seicho-No-Ie (2)

- Núcleo

Divinos Amigos,

O presente texto é uma continuação das explanações contidas nos posts "A Verdadeira Seicho-No-Ie" e "Como age a Verdadeira Seicho-No-Ie".

O tema aqui ainda é: A ação que deve ser praticada de acordo com a "verdadeira Seicho-No-Ie".

Inicialmente atentem que o termo "verdadeira Seicho-No-Ie" não se refere a nenhuma instituição religiosa fenomênica nem a nenhuma das manifestações da Seicho-No-Ie, até porque as instituições religiosas que seguem os ensinamentos do Mestre Masaharu Taniguchi têm em sua essência a "verdadeira Seicho-No-Ie". 

O que se segue relaciona à essência dos ensinamentos do Mestre Masaharu Taniguchi aos ensinamentos védicos (Advaita), evidenciando que realmente, tal como afirmou o Mestre, há uma total identidade de todas as religiões na essência! 

Observem o que fala o Mestre Masaharu Taniguchi sobre a prática dos ensinamentos da Seicho-No-Ie.  O que se segue são transcrições dos ensinamentos do Mestre chamando que falam da "revelação divina".

Na página 57 do livro "A Verdade da Vida, Prática Contemplativa, 8º volume", está escrito:

"Quando abrimos os ouvidos para o "apelo" da Verdade que se aloja em nós, recebemos a orientação da Sabedoria infinita de Deus. Esse "apelo" da Verdade que se aloja em nós, manifesta-se como "consciência" e como "revelação divina". A "consciência" e a "revelação divina" são frente e verso de uma mesma coisa; são manifestações que vem do "eu superior", indícios da "natureza verdadeira" de nós próprios, a voz de Deus que se aloja em nós mesmos."   

E na página 77 Masaharu Taniguchi revela que:

"Se praticarmos sempre a Meditação Shinsokan, criarmos o hábito de fazer coincidir nossa mente com Deus e procurarmos viver de acordo com o modo de viver da Seicho-No-Ie, em consonância com a purificação da mente, as vibrações do corpo carnal vão se purificando e nos tornaremos capazes de captar ainda na condição carnal a revelação que vem do mundo mais elevado. 

Durante a prática da Meditação Shinsokan, ou durante o sono, o nosso corpo carnal não se preocupa com as coisas e os fatos vulgares da vida cotidiana, em consequência disso, o nosso corpo espiritual pode com mais facilidade receber revelações do mundo espiritual, e às vezes do mundo divino. Mas, lamentavelmente, as vibrações do corpo carnal não chegam a ser tão refinadas quanto as vibrações do mundo espiritual e não se sintonizam com elas. Por isso, a revelação transmitida para o nosso corpo espiritual é muitas vezes descartada por não ser percebida pelo consciente do nosso corpo carnal e não ser aproveitada na prática.  [Para uma leitura mais completa acessem neste blog o texto publicado em http://busca-espiritual.blogspot.com.br/2010/11/o-meio-de-captar-sabedoria-infinita_09.html] 

Atentem bem a este trecho: "...nos tornaremos capazes de captar ainda na condição carnal a revelação que vem do mundo mais elevado". 

Esse pequeno trecho contém duas afirmações essenciais sobre a iluminação! É um método que revela como viver de forma iluminada, ou seja, viver com a consciência de unidade com Deus ou viver consciente da Verdade sobre nossa real identidade mesmo estando na condição humana!

A primeira dessas afirmações do Mestre é esta: "ainda na condição carnal"

E a segunda, é esta: "mundo mais elevado".

Notem a profundidade do que está sendo afirmado pelo Mestre! "Ainda na condição carnal" é possível viver de forma iluminada!

Essa é a ponte com o conceito védico de "Jivan Mukti" {ou Jivanmuktha} que significa estar iluminado, ou seja, liberado da ilusão de separatividade, mesmo na condição humana. Também a Bíblia afirma: "Ainda em minha carne verei a Deus". (Jo 19:26)

Notem que esse método ensinado pelo Mestre Masaharu Taniguchi conduz à Percepção de Unidade com o Todo, ou seja, conduz à visão não dual, à visão Advaita! 

Isso significa que aquele que pratica esse ensinamento essencial do Mestre chega a mesma Consciência de Unidade de um Jivanmuktha
  
Notem que o ensinamento Advaita [ensinamento da não dualidade] é todo nesse sentido: de que não há separação entre Deus e Homem, de que a separação é apenas aparente. 

E, indo ainda um passo além, no ensinamento Advaita há a revelação de que Deus é o único Ser Real, a única Realidade, conforme o ensinamento compartilhado no Núcleo de que apenas Deus (o Ator) é a Realidade, sendo o personagem uma identidade que emerge numa Representação Divina.

Isso significa que mesmo na condição humana essa não é nossa real identidade! O fato de aparentemente estarmos ou não conscientes disso não altera a Realidade em si! Essa é a essência dos ensinamentos e da "revelação divina"!

Toda revelação divina provém do "mundo mais elevado". O "mundo mais elevado" é a Realidade, ou Mundo Absoluto, ou Jisso; e a ação praticada de acordo com a "verdadeira Seicho-No-Ie" conduz à Consciência de Unidade, a mesma Percepção de um Jivanmuktha.

Para uma leitura complementar em português sobre ensinamentos advaita acessem os seguintes sites

- http://advaita.com.br/advaita-vedanta/imagens/
- http://ventosdepaz.blogspot.com.br/p/nao-dual.html

Namastê!

terça-feira, junho 20, 2017

Advaita: A sabedoria da Não-Dualidade



A SABEDORIA DA NÃO-DUALIDADE

I. O que é? Princípios Essenciais.

O Advaita Vedanta é uma “filosofia”, por assim dizer, que surgiu há muitos séculos na Índia, tendo a sua origem nos Vedas, as escrituras mais antigas e sagradas do Hinduísmo. Advaita literalmente significa “não-dualidade”, e Vedanta significa “a parte final (ou conclusão) dos Vedas”.

A doutrina principal do Advaita postula que apenas o Absoluto (Brahman) é Real e que o mundo (toda a criação) é irreal, sendo que toda e qualquer modificação, dualidade, pluralidade – seja objetiva ou subjetiva – é apenas uma superimposição, uma imagem que é sobreposta ao Absoluto através do poder da ilusão (Maya). 

Como o Absoluto é imutável e sem atributos, a criação é negada, uma vez que o absoluto não pode criar, devido a sua própria “infinitude”, digamos assim, e também porque não pode haver nada “fora” ou “diferente” dele. O Absoluto é o oceano de Ser-Consciência-Beatitude (sat-chit-ananda), sendo Real, enquanto que tudo o que nele surge e desaparece é transitório, limitado e, portanto, irreal. Nas palavras de Shankara, o ensinamento Advaita central é que “o absoluto é real, o universo é ilusório, e a alma individual não é diferente do absoluto“. Embora a alma individual (Jiva) seja vista como parte do mundo ilusório, e portanto irreal, a “testemunha” que há por trás dela (a Consciência), ou Eu Real, é idêntico ao Absoluto.

Para o Advaita a ilusão, ou ignorância espiritual, não é real, mas apenas uma falsa-percepção. Os Upanishads explicam que Maya (ilusão cósmica) causa o surgimento do universo e que avidya (ignorância individual) é responsável por o Absoluto Ser parecer ser uma multidão de almas individuais (jivas). Assim, através da ação inexplicável da ignorância, o Absoluto ou Eu Real (Brahman ou Atman), cuja natureza é Ser-Consciência-Beatitude, encontra-se preso em um complexo corpo-mente, acreditando-se e vivendo como se fosse um ser limitado e individual, enquanto que na verdade é apenas existência impessoal e eterna. A metáfora mais utilizada pelas escrituras é a situação de um homem que abre a porta de um quarto escuro e, naquele momento, uma corda que estava em uma prateleira cai no chão, e o homem, devido à pouca luz existente no recinto, acredita ter visto uma cobra, enchendo-se de medo. De igual maneira, ensinam os mestres, nós acreditamos ser um ser individual, limitado a um corpo-mente, vivendo em um mundo exterior, objetivo, substancial e real, enquanto que tudo isso não passa de um sonho, um engano, uma miragem. Nós somos, agora e sempre, apenas o Eu Real ou Self.

O obstáculo principal à liberação da alma (Moksha ou Mukti) é a falsa identificação do eu com o corpo-mente – em outras palavras, a ilusão de que o corpo-mente é “eu” ou “meu”, que estamos circunscritos a ele. Assim, os textos de Shankara (e os demais textos Advaita supervenientes) recomendam que a remoção dessa ilusão seja obtida pelo processo inverso de “des-superimposição”. Para isso o aspirante à iluminação deve desenvolver as seguintes características:

1 -  Discernimento espiritual (viveka): saber separar o Real do irreal, o eterno do transitório, e ter a convicção de que apenas o Absoluto é real e tudo o resto é ilusão;

2 - Desapego: (vairagya): não desejar nada, nem neste mundo nem em vindouros. Não buscar a felicidade em nada que não seja o Eu Real;

3 - Seis virtudes: serenidade, autocontrole, cessação das atividades, equanimidade, concentração mental, e confiança (nos ensinamentos e no Guru);

4 - Desejo forte pela libertação (mumukshutva): desejar apenas iluminação, com a exclusão de todo o resto.

E quando afinal a alma individual (Jiva) alcança a liberação (Mukti), ela se torna um Jivamukta (Aquele é está liberado mesmo enquanto vive na condição humana).

Para tanto, o buscador deve aproximar-se de um Guru que seja um mestre espiritual iluminado e ouvir a verdade de que “eu sou Brahman” (shravana), refletir sobre ela até convencer-se completamente do seu conteúdo (manana) e meditar sobre ela (nididhyasana) até que a ilusão de ser um corpo-mente desapareça (samadhi).

Os Upanishads aconselham a prática de mentalmente rejeitar tudo, rejeitar a atenção a qualquer coisa que não seja o Eu Real, através da prática neti-neti, que literalmente significa “não isto, não isto”. Também, através da repetição das chamadas “grandes frases” (mahavakyas), eliminar a falsa impressão de que somos uma personalidade ou individualidade e descobrir nosso verdadeiro ser. Tais frases são:

- Eu sou Brahman (Aham Brahmasmi)
- Você é Aquilo (Tat vam asi)
- Tudo é Brahman (Sarvam khalvidam Brahman)
- A Consciência é Brahman (Prajnam Brahman)
- Eu sou Ele (So Ham)

Em síntese, tais são os princípios do Advaita Vedanta clássico e as práticas por ele aconselhadas. 

Retirado do site: www.advaita.com.br

domingo, junho 18, 2017

Advaita: Oceano e a onda

 - Sri Atmananda Krishna Menon -


ADVAITA (NÃO-DUALIDADE)

I. Jivas (almas individuais), tal qual ondas no oceano, vêm à existência, erguem-se e tombam, lutam uns contra os outros e morrem.

II. Golpeando a beira-mar, ondas recuam, cansadas e desgastadas, à procura de repouso e paz. Similarmente, Jivas procuram o Supremo de várias formas.

III. Ondas têm seu nascimento, vida e morte no próprio oceano; Jivas, no Senhor.

IV. Ondas nada são além de água. Assim é o oceano. Da mesma forma, o Jiva e o Senhor nada são além de Sat, Chit e Ananda (Verdade, Consciência, Bem-aventurança).

V. Quando ondas percebem que o mar é sua base comum, toda luta termina.

VI. Muito não é obtido assim. Não é a palavra final. Encontra-se adiante trabalho para remover o senso de separação.

VII. Quando a água é reconhecida, onda e oceano desaparecem. O que aparecia como dois é então percebido como um.

VIII. A água pode ser alcançada imediatamente, a partir da onda, ao se seguir o caminho direto. Caso assumido o caminho pelo oceano, precisa-se de muito mais tempo.


quinta-feira, junho 15, 2017

Como age a Verdadeira Seicho-No-Ie (1)

- Núcleo


Expressões do Jisso!

Continuando com transcrições dos escritos de Masaharu Taniguchi, no livro Seimei no Jisso, volume 8, que trata da "Prática Contemplativa", o Mestre fala sobre a atitude mental preconizada como prática específica de cada religião, as quais se fundem "numa mesma e única verdade", consistindo em ver-se:

- "Vivificado" pela Grande Vida Infinita (visão da ciência naturalista);
- "Preenchido" por Deus que ilumina todo o Universo (visão xintoísta);
- "Iluminado" pela luz infinita de Amithaba (visão budista);
- "Purificado de todos os pecados" pela luz espiritual do amor que irradia da cruz (visão cristã).    

E explanando esse ponto Masaharu Taniguchi afirma que: "a Seicho-No-Ie não fala mal de nenhuma religião"

Notem que o ensinamento original do Mestre é claro quanto a que a Seicho-No-Ie (original) não fala mal de nenhuma religião, seja xintoísmo, budismo, cristianismo ou qualquer outra religião.

Se é assim em relação a outras religiões é evidente que também deve ser assim em relação às atuais ramificações da própria Seicho-No-Ie, que seguem o ensinamento original da Seicho-No-Ie. E a explicação para que assim seja, dada pelo próprio Mestre é esta: 

"A Seicho-No-Ie não fala mal de nenhuma religião, mas não porque considere "errado" falar mal dos outros, e sim porque ela se funde com a essência de todas as religiões; não há, pois, necessidade de desencadear atritos religiosos." [A Verdade da Vida, volume 8, 2ª edição, Prática Contemplativa, página 19]
    
Os atritos religiosos não tem lugar quando se percebe a identidade de todas as religiões na essência! Notem que esse é outro ensinamento original do Mestre! Nesse sentido, a "verdadeira Seicho-No-Ie" é a própria essência de todas as atuais ramificações da Seicho-No-Ie! Assim, o caminho para não haver atritos religiosos entre as ramificações da Seicho-No-Ie é se fundirem "numa mesma e única verdade" praticando o ensinamento do Mestre quanto ao fato de que: "A Seicho-No-Ie não fala mal de nenhuma religião, porque ela se funde com a essência de todas as religiões".

Namastê.


segunda-feira, junho 12, 2017

A Verdadeira Seicho-No-Ie

- Núcleo


Meus Divinos Amigos,

Tenho sido conduzido por orientação divina aos escritos do Mestre Masaharu Taniguchi sobre a criação e o propósito original da Seicho-No-Ie. Essa orientação divina me inspira a compartilhar um tema de atual grande importância, que é: "A Verdadeira Seicho-No-Ie."

O que se segue são palavras textuais escritas pelo próprio Mestre Masaharu Taniguchi. São, portanto, transcrições, que elucidam questões atinentes à Verdadeira Seicho-No-Ie e são também revelações referentes ao Ser Divino subjacente à figura dAquele que apareceu como o Mestre Masaharu Taniguchi.  

Por se tratar de transcrições de palavras textuais do Mestre, peço que não apenas não as julguem, sendo inclusive altamente recomendável uma postura reverencial e um agradecimento ao Mestre pelo fato de ter elucidado temas tão delicados e os ter disponibilizado a nós em forma de Seus escritos.  

Iniciemos estes temas sobre o que revelou o Mestre sobre Cristo e Amithaba (Buda). 

Transcrições das palavras do Mestre no livro Seimei No Jisso = Jisso da Vida - Livro de Introdução - Luz Vida - As sete declarações iluminadoras - Caminho que conduz à vida - Autor Masaharu Taniguchi 

"Logo, tanto Cristo quanto Amithaba (Buda), em última análise, são os salvadores que o Pai, a Grande Vida, nos enviou para que sejamos salvos sem grandes sofrimentos".  

Comentário: Vemos que o Mestre Masaharu Taniguchi coloca no mesmo nível de "salvador que o Pai, a Grande Vida, enviou" tanto a Jesus, o Cristo, quanto Amithaba, o Buda! 

Notem que o reconhecimento do fato de que Cristo e Buda são "salvadores enviados pela Grande Vida" só pode ser feito por quem tenha em si mesmo o parâmetro de aferição que possibilita aferir este fato! 

Partindo da premissa de que é Verdade o que o Mestre Masaharu Taniguchi afirmou sobre Cristo e Buda conclui-se que o Mestre Masaharu Taniguchi tinha ou acessou em si mesmo este parâmetro de aferição.

Notem que "premissa" e "conclusão" [conforme acima escrito: "Partindo da premissa"... "conclui-se que"] pertencem ao âmbito lógica, que é uma forma de raciocínio encadeado na qual a partir de uma premissa se chega a uma conclusão. Assim, se partirmos da premissa: "Todo homem é mortal" e afirmarmos que "Pedro é homem", a conclusão será: "Pedro é mortal".

O que limita o uso da lógica é o fato de que nossas premissas partem normalmente daquilo que é verificável pela experiência. Porém, a experiência normalmente advém do uso dos cinco sentidos, e estes não se aplicam no campo das experiências espirituais, que advém do uso de um "outro" sentido. Por isso surge o conflito entre os materialistas, que admitem como real apenas o que é experienciável pelos cinco sentidos, e os espiritualistas, que ampliam o campo das experiências a as advindas do uso desse "outro" sentido. Então, para refutarem as experiências espirituais os materialistas partem da premissa de que: "Só existem cinco sentidos de percepção do que é real". 

Contudo, os que tem experiências espirituais sabem que a premissa de que "só existem cinco sentidos" não é verdadeira. Para os que tem experiências espirituais isto é algo evidente pela própria experiência.

Assim, todos os que têm experiências espirituais sabem da existência de um "mundo espiritual" além do "mundo físico", que experienciável por este "outro" sentido. 

O que poucos sabem é que além do mundo físico e do mundo espiritual existe uma Realidade subjacente a tudo que é experienciável tanto pelos cinco sentidos, que nos possibilitam experienciar o mundo físico, quanto a tudo o que é experienciável pelo "outro" sentido, que nos possibilita experienciar o mundo espiritual.

Essa Realidade subjacente a tudo que é experienciável tanto pelos cinco sentidos quanto a tudo o que é experienciável pelo "outro" sentido é o Absoluto, o Ser Real, que só é experienciável por sua Percepção. Notem que a "Percepção" não é um "sexto ou sétimo" sentidos. É aquilo que possibilita perceber o Divino!

Em alguns raros escritos Masaharu Taniguchi faz a distinção entre "mundo espiritual" e "mundo Divino". O Mundo Divino é esta Realidade subjacente tanto ao "mundo espiritual" quanto ao "mundo físico".

A grandeza do ensinamento da Verdadeira Seicho-No-Ie, é que este grande ensinamento revela este "mundo Divino" através do que é conhecido como "Verdade Vertical", que é o conhecimento que revela nossa Unidade com Deus. Assim, a afirmação de que: "O Homem é Filho de Deus" é a "Verdade Vertical", que é fruto de PERCEPÇÃO do Real; Percepção do Mundo Divino, que é o aspecto verdadeiro, chamado de Jisso. Este aspecto verdadeiro é a Realidade Divina subjacente aos mundos físico e espiritual.

Notem que a Meditação Shinsokan, que é parte essencial do ensinamento da Verdadeira Seicho-No-Ie,  se inicia com uma PERCEPÇÃO ao revelar: "Neste momento deixo o mundo dos cinco sentido e entro no mundo da Imagem Verdadeira". Este "mundo da Imagem Verdadeira" é o próprio "Mundo Divino". Notem que o acesso ao "mundo espiritual" é feito por aquele "outro" sentido, uma espécie de "sexto ou sétimo" sentidos [porque o ser humano possuí mais que cinco sentidos], mas o "mundo Divino" só é acessível pela PERCEPÇÃO.

No livro "Explicações detalhadas da Meditação Shinsokan" Masaharu Taniguchi elucida este fato e chama esta PERCEPÇÃO de "Percepção do Eu da Imagem Verdadeira", esclarecendo que: é a própria "Percepção do Eu da Imagem Verdadeira" que "deixa o mundo dos cinco sentidos" e entra no mundo da Imagem Verdadeira"

Assim, a Meditação Shinsokan pode ser praticada tanto pelos que estão no "mundo físico" quanto pelos que estão no "mundo espiritual" a fim de que todos possam "entrar no mundo da Imagem Verdadeira". 

Notem também que "entrar no mundo da Imagem Verdadeira" não significa "ir a algum outro lugar"; significa apenas PERCEBER o aspecto real [Jisso] subjacente tanto ao mundo físico quanto ao mundo espiritual.

Foi com essa PERCEPÇÃO do aspecto verdadeiro subjacente a Jesus e a Amithaba que Masaharu Taniguchi pode afirmar que Cristo e Buda foram "salvadores que o Pai, a Grande Vida, enviou". 

Por estar manifestando essa PERCEPÇÃO, que é manifestação do "mundo Divino", Masaharu Taniguchi revela-se como sendo igualmente um "enviado do Mundo Divino", "enviado da Grande Vida"!

Assim, o Mestre Masaharu Taniguchi está no mesmo nível de "salvador que o Pai, a Grande Vida, enviou" tanto afirmou que estavam nesse mesmo nível Jesus, o Cristo, quanto Amithaba, o Buda! 

A implicação destas afirmações é que tanto o ensinamento de Jesus, quanto o ensinamento de Buda, quanto o próprio ensinamento da Verdadeira Seicho-No-Ie próvem do "mundo Divino", isto é, revelam a Verdade subjacente aos mundos "físico e espiritual"; revelam o "aspecto verdadeiro" subjacente. Este aspecto verdadeiro subjacente aos mundos fisico e espiritual é chamado de Jisso. "Jisso da Vida" é a própria Realidade subjacente, é o aspecto real da Grande Vida. 

Referindo-se a Cristo e a Buda, na página 37 do livro Jisso da Vida, Masaharu Taniguchi revela que: "As manifestações são duas, mas a origem é uma só".

Pelo fato de Aquele que apareceu como Masaharu Taniguchi compartilhar a PERCEPÇÃO de que "As manifestações são duas, mas a origem é uma só", sabendo que a Percepção provém do próprio Ser Real e único, podemos afirmar referindo-nos a Cristo, a Buda e a Masaharu Taniguchi que: "As manifestações são três, mas a origem é uma só".

Enfim, sobre o tópico "o que revelou o Mestre sobre Cristo e Amithaba (Buda)" fica evidente que o Mestre revelou sua própria origem divina! 

Agora passemos ao tópico: A Verdadeira Seicho-No-Ie.

Na página 97 do citado livro Jisso da Vida, Masaharu Taniguchi escreve o seguinte:

"No início, eu tinha a impressão de que a revista chamada Seicho-No-Ie era publicada por um ser humano, isto é, por mim. Porém, ela acabou se tornando uma revista doutrinária lançada por Deus. Através de uma Revelação Divina recente que diz: "Seja quem for, se houver alguém que pregue o "Jisso" da Vida, eu me manifesto nele e me torno um só corpo com ele", ficou evidente que o que escrevo e o meu modo de viver estão se tornando a própria expressão do "Jisso" da Vida, e por isso Deus está se manifestando através deles."    
  
Sob o título "A Seicho-No-Ie e eu" [ página 39 do livro Jisso da Vida ] o Mestre escreve:

"Tenho a convicção de que o modo de viver preconizado pela "Seicho-No-Ie" é realmente benéfico. E as inúmeras cartas de agradecimento que recebo de leitores de diversas localidades comprovam que esta convicção não é mera presunção minha. Alguns deles consideram-me o criador da "Seicho-No-Ie", mas não fui eu quem a criou. Nada mais sou que um seguidor que, ouvindo juntamente com os adeptos os ensinamentos da "Seicho-No-Ie", esforça-se seriamente em viver de acordo com os princípios dela." 

Em seguida o Mestre relata que: 

"É claro que os originais desta revista são escritos com a caneta que seguro em minhas mãos. Porém, ao sentar-me diante da escrivaninha para escrever a "Seicho-No-Ie", já não sou a mesma pessoa. Surge um espírito para me orientar. Brotam torrencialmente palavras tão fortes que, pela minha natureza tímida, eu seria incapaz de escrever. Os Poemas da "Seicho-No-Ie" número 2 (hoje conhecidos como Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade), por exemplo, contém palavras de tamanha força que até mim me surpreendem." 

E o Mestre também relata: [Página 40 do livro Jisso da Vida ]

"Certa vez, quando morava em Kameoka, estava concentrado escrevendo sobre os ensinamentos e o Sr. Kato, um clarividente que se encontrava ao meu lado e me observava, disse que vira um ser espiritual, que não era eu, segurando a caneta. Não sei se posso ou não acreditar nisso, mas se existe um fundador da "Seicho-No-Ie", não deve ser este eu terreno."  

Sobre este relato do mestre se faz importante diferenciar o que é manifestação do mundo espiritual e o que é expressão do mundo Divino, isto é, do Jisso!

Os que incorporam espíritos do mundo espiritual são médiuns. O ser divino visto pelo citado clarividente não provem do mundo espiritual, mas do mundo divino, isto é, do Jisso. Sendo Jisso o aspecto real que subjaz ao mundo físico, Masaharu Taniguchi não era médium de incorporação e o relato do clarividente é visão do aspecto real de Masaharu Taniguchi, ou seja, é a PERCEPÇÃO da real identidade do Mestre!

Ainda no mesmo livro Jisso da Vida, página 41, há outro relato, do senhor Masayoshi kasahara, que durante a prática da Meditação Shinsokan, também teve a PERCEPÇÃO da real identidade do Mestre! A descrição do ser espiritual indica ser Deus Sumiyoshi! 

No livro Jisso da Vida, páginas 15 e 16, o Mestre elucida que: 

"A sede verdadeira da "Seicho-No-Ie" é a fonte de inspiração do pensamento publicado na revista Seicho-No-Ie, e está no mundo de Deus, isto é, no mundo do "Jisso". O centro de sua representação aqui na Terra é que se denomina provisoriamente "Sede Central da Seicho-No-Ie", a qual se encarrega de administrar a elaboração e a publicação da revista."  

Por agora, apenas considerem em conjunto estas palavras do Mestre sobre a verdadeira "Seicho-No-Ie":

- "...consideram-me o criador da "Seicho-No-Ie", mas não fui eu quem a criou. Nada mais sou que um seguidor que, ouvindo juntamente com os adeptos os ensinamentos da "Seicho-No-Ie", esforça-se seriamente em viver de acordo com os princípios dela"... 

- "A sede verdadeira da "Seicho-No-Ie"... está no mundo de Deus, isto é, no mundo do "Jisso". 

- "O centro de sua representação aqui na Terra é que se denomina provisoriamente "Sede Central da Seicho-No-Ie"... 

Por estas Suas palavras, vemos que enquanto esteve neste mundo o Mestre representou a verdadeira "Seicho-No-Ie" e que o centro de sua representação aqui na Terra é que se denominava provisoriamente "Sede Central da Seicho-No-Ie". O Mestre disse textualmente também que "se existe um fundador da "Seicho-No-Ie", esta não seria seu "eu terreno".  

Clarividentes compartilharam a Percepção do "ser espiritual" subjacente ao Mestre, da mesma forma que Simão Pedro expressou a Percepção de ser Jesus o Filho de Deus Vivo.

Ainda, o Mestre afirmou que teve uma Revelação Divina que diz: "Seja quem for, se houver alguém que pregue o "Jisso" da Vida, eu me manifesto nele e me torno um só corpo com ele", ficou evidente que o que escrevo e o meu modo de viver estão se tornando a própria expressão do "Jisso" da Vida, e por isso Deus está se manifestando através deles."    

Baseado nas palavras do Mestre temos que: O ensinamento da "Seicho-No-Ie" é um modo de viver preconizado pela verdadeira "Seicho-No-Ie" 

A verdadeira "Seicho-No-Ie" não é uma instituição fenomênica, ou seja, não é uma organização religiosa fundada deste mundo. Há certamente um fundador da verdadeira "Seicho-No-Ie". E este fundador é um ser espiritual, é o Deus da "Seicho-No-Ie".

Enquanto esteve neste mundo o Deus da "Seicho-No-Ie" apareceu como o Mestre Masaharu Taniguchi e a sede da "Seicho-No-Ie" foi denominada provisoriamente "Sede Central da Seicho-No-Ie".

Com o desaparecimento do Mestre Masaharu Taniguchi da face da Terra desapareceu também da face da Terra a "Sede Central da Seicho-No-Ie", cujo "centro" voltou a ser o mundo divino. E os adeptos da verdadeira "Seicho-No-Ie" são os que pregam o "Jisso" da Vida e que praticam o modo de viver preconizado pela Seicho-No-Ie conforme os ensinamentos do Mestre Masaharu Taniguchi.

Afinal a revelação divina compartilhada pelo Mestre é válida para todos porque está escrito: 

"Seja quem for, se houver alguém que pregue o "Jisso" da Vida, eu me manifesto nele e me torno um só corpo com ele"

Assim, a todo aquele a quem chegar o que aqui está sendo compartilhado que pregue o "Jisso" da Vida e que faça com que seu modo de viver se torne a expressão do próprio "Jisso" da Vida. Pois, com essa prática Deus estará Se manifestando através de quem assim age

Enfim, este modo de viver a fim de que todos possam expressar o "Jisso" da Vida é o propósito original da verdadeira Seicho-No-Ie.   

Namaste.

quarta-feira, junho 07, 2017

A Realidade do Cristo (Goldsmith)

- Joel S. Goldsmith - 


O Cristo não é apenas um nome dado a alguma coisa intangível ou nebulosa. O Cristo é uma realidade divina, uma presença viva e onipresente. Ele está bem onde você está, e onde eu estou. Cristo não é uma pessoa. É um princípio. Ele é um princípio de vida. Ele é um princípio de Deus, que forma a realidade de seu ser. Mas, por causa da experiência do filho pródigo, entendemos o que é o poder físico, o que é o poder mental; sabemos o que é trabalhar arduamente com nós mesmos, mas não aprendemos ainda como ficar tranquilos e deixar o Cristo trabalhar. Nós, na crença, nos tornamos separados do verdadeiro Cristo do nosso ser. É quase como se vivêssemos numa casa com as persianas fechadas e nos acostumássemos a andar na escuridão ou num quarto iluminado artificialmente. 

À medida que o tempo passasse, esqueceríamos realmente que havia algo como a luz solar e que fora de nossas sombras delineadas estava o sol radiante e quente. Sob nosso aspecto de seres humanos, fizemos exatamente isso. Fechamos as persianas – nossas persianas mentais. Isto é o que Jesus quis dizer, ao afirmar: “Tendo olhos, não vedes e tendo ouvidos, não ouvis”. Estas faculdades espirituais foram fechadas, de modo que não estamos cientes do fato de que apenas além do âmbito de nosso aspecto humano existe a divindade do nosso ser chamada Cristo, o Espírito de Deus no homem. 

O Cristo em nós é a nossa inteligência divina, a nossa sabedoria espiritual. Esta não é a sabedoria humana: a sabedoria humana pode cometer erros; a sabedoria humana pode ser enganada. 

Nossa sabedoria humana frequentemente se baseia em experiências passadas ou no senso comum; mas o Cristo (esta intuição espiritual, esta sabedoria, orientação e poder espirituais) nunca comete um erro; e Ele nos leva a fazer coisas que, humanamente, pensamos não serem sábias ou que, humanamente, nem mesmo poderíamos pensar em fazer. Nem mesmo podemos saber que passo devemos dar; mas este Cristo, ao abrir nossa consciência, dá o passo para nós, mesmo antes de estarmos cientes da necessidade. 

Cristo é uma realidade. Cristo é aquele de quem você pode depender: você pode ouvi-Lo e, através dEle, encontrar sua inspiração, sua orientação, sua direção. Cristo é uma consciência de cura. Quando nos pedem para curarmos a nós mesmos ou a outros, se tivermos tocado este Cristo, não há mais necessidade de depender de afirmações da verdade ou de qualquer atividade. Este “Algo”, chamado de Salvador, o Princípio salvador, a Presença de cura ou o Cristo que cura, toma conta. Ele recupera; Ele revivifica; Ele reconstrói; Ele edifica. 

Cristo é uma realidade. Cristo não é simplesmente um nome, um termo para alguma coisa intangível. Não, Cristo é tão palpável em sua experiência como qualquer coisa que você possa ver ou tocar. Ele é tão real como seu professor ou como um livro – só que mais real. Se todos nós pudéssemos conhecer a realidade, a onipresença, a onipotência do Cristo, entenderíamos por que podemos colocar nEle toda a confiança; como Ele vai à nossa frente para fazer tudo o que temos de fazer. Mas, o Cristo é mais do que isso! É uma influência unificadora. Cristo é o cimento, a influência unificadora, que nos une em entendimento. 

Cristo é um fio invisível, que nos une; mas não só a nós: Ele une todos os homens e mulheres, por todo o mundo, independentemente de religião, de credo ou de região. Todos aqueles que têm como objetivo ver o reino de Deus manifestado na Terra estão unidos conosco através deste fio do Cristo.

Em nosso estudo, em nossa prática, e na nossa associação com os outros, passo a passo desenvolvemos uma percepção deste Poder ou Presença infinita e invisível, chamada de Cristo. Descobrimos que há uma Presença real conosco, que desempenha nosso trabalho para nós; que o desempenha através de nós; que o desempenha como nós. Isto foi o que tornou possível a Paulo dizer: “Eu vivo, mas já não sou eu quem vive, é Cristo quem vive em mim”

Lembre-se de que Ele desempenhou aquilo que é dado para eu fazer; Ele aperfeiçoou aquilo que me ocupa, ou como o Salmista diz: “O Senhor aperfeiçoará o que me concerne”. Este é o Cristo, e este Cristo é o princípio ou o Espírito de Deus presente em você, como, digamos, sua integridade, sua lealdade, sua fidelidade, sua fidedignidade. Estas são as qualidades que você reconhece estarem presentes em você; e você as reconhece, não porque já as viu ou as ouviu, mas por causa de seu efeito em sua experiência. 

Sua honestidade e sua integridade conquistaram para você o respeito de seus sócios. A lealdade e a fidelidade fizeram de você bom cidadão, bom marido,ou esposa, bom filho. 

Estes são os efeitos da qualidade da integridade, da lealdade, da fidelidade, da honestidade e da fidedignidade. Mas há algo maior do que qualquer uma dessas, algo maior do que todas elas reunidas, e isso é a percepção consciente, o reconhecimento consciente deste Cristo, que pode criar e criará estas qualidades em nós, mesmo se e quando parecer que elas estão faltando.


segunda-feira, junho 05, 2017

O Cristo sendo você como Onda Perfeita

- Dárcio Dezolt - 

“Eu vim para que tenhais vida, e vida em abundância.” (JOÃO 10: 10)


Suponha que você chegue em sua casa, entre na   sala, e veja, num canto, o aparelho de TV desligado.  Ansioso por ver um jogo de futebol em que o jogador está para dar um chute ao gol, você corre, liga o aparelho, sintoniza o canal desejado, e, de imediato, ali “surge”  a imagem correspondente na tela. E   você vê o jogador chutar a bola e fazer o gol. Pergunte-se: naquela sala, onde estava o jogador, antes que você ligasse o aparelho?

Sem parar para pensar, alguém poderia julgar que o jogador inexistia naquela sala! E, que “passou a existir” somente após o aparelho  ser ligado e sintonizado com a emissora. Mas, isso não é verdade! O jogador já estava presente como “onda invisível”; ele apenas   se tornou “perceptível” graças à sintonia  feita!

De modo análogo, VOCÊ – COMO CRISTO – É ONDA PERFEITA, INVISÍVEL, emanada de Deus! Acreditar que você é “corpo físico” seria o mesmo que acreditar que o jogador  fosse o material do monitor da TV ligada! Acreditar que “você está na matéria” é o mesmo que acreditar estar o jogador  “no monitor do aparelho de TV”, ou seja,  um absurdo que não tem tamanho!

 Se algo distorcer a imagem do jogo, o jogador parecerá estar deformado! Mas, aquela imagem “vista” não é ele! Ele, na sala, é sempre  a “onda da emissora”.

Aplique esta analogia em suas silenciosas contemplações meditativas! Sejam quais forem as deformações visíveis ligadas a você, ao seu corpo, negócios ou atividades, tire toda a sua atenção da “imagem distorcida”! Você não está nela! Você é a ONDA PERFEITA, irradiada de modo também PERFEITO por Deus!

Separe conscientemente a imagem imperfeita e visível da onda sempre perfeita invisível! Separe a “ilusão” da Verdade! Identifique-se unica, total e exclusivamente com o que é verdadeiro! Desse modo, sua “antena” ficará sintonizada com a Emissora divina, a sua “Imagem Verdadeira”  poderá ser “captada” com precisão, e “surgirá” visivelmente na “tela da mente” como VOCÊ real e espiritualmente  já é: PERFEITO.

Eis por que a Bíblia diz que “o que se vê é feito do que não se vê”.